Sempre é importante dar-se conta de que nem todas as coisas proibidas são desejáveis e que nem o concedido, o recomendado ou o imposto são garantia de fruição. Por outro lado, sabemos que nem todas as coisas desejáveis terão de ser intensamente prazerosas uma vez conseguidas. Além disso, nem sempre desejá-las é, em si mesmo e de algum modo, prazeroso. Aplicando estes princípios à leitura do conteúdo destas linhas, haverá de reconhecer que é bastante provável encontrar-se com que as mesmas nunca foram recomendadas, nem desejáveis, nem prazerosas, nem permitidas, proibidas ou impostas.
Isso engrandece o fato insólito de que sejam lidas.
Eu sempre pensei que o prazer era algo a ser buscado sem pausa nem descanso. Continuo a pensar nisso. Embora que a essa idade na qual o cansaço faz com que se comece a meditar sobre se as energias empregadas em desejar o prazer “venal” e buscá-lo, especialmente se já se o encontrou na proporção desejada, poderia ter sido melhor aproveitadas se fossem investidas de outras maneiras.
É claro que sabemos que o desejo é diferente do prazer. Para começar porque o prazer transcorre no tempo presente. No entanto, embora o desejo também se viva no presente, a imagem de seu objetivo se reconstrói sempre a partir de algo que supostamente “não foi” no passado e um esboço situado no futuro.
Talvez seja porque na medida em que cada vez temos menos futuro e que nos damos conta ao recordar todo o passado, ocupamo-nos menos de desejar o que não somos nem temos, e mais de desfrutar o que está aqui e agora ao nosso alcance.
É lógico que há um imediatismo na juventude, porque a convicção de que se tem um futuro tão definido quanto pressupostamente interminável e um passado que já demonstrou ser não transcendente, faz com que fiquemos aturdidos em um presente pleno e, até onde conseguirmos, prazeroso.
Porém, no presentismo do amadurecimento (por assim chamá-lo), geralmente, a obtenção do desfrute deve ser distinguido da experiência prazerosa, porque quando as circunstâncias ajudam a desfrutar, tem algo a ver com usufruir nossos próprios frutos, em gozar com o que frutificamos. Esse frutificar não tem nada em comum com lucros. Trata-se do fruto da culminação, que tem como pré- requisito, o reconhecimento de um maior ou menor declínio. O prazer paradoxal de usufruir o apogeu de nossas fruições durante o ocaso, não consiste no deleite de memórias auto-exultantes. Consiste na vivência de um pináculo de gozo ( ainda que não necessariamente de realizações) de ser o que somos, não o que fomos nem o que seremos. Por isso, o gozo da velhice é diferente da diferença de todos os outros. Não é memória nem projeto. Não é balanço nem avaliação. É exatamente o momento no qual uma rosa é uma rosa. Não é a rosa murchinha que se encontra folheando um livro antigo de poemas. Não é o botão de rosa que palpita por abrir-se. É o “ roseo”, o processo puro de “rosificar”.
Gregorio Baremblitt
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
“ O MUNDO TAL COMO É”
É uma descoberta estúpida, mas importante, saber e vivenciar que em cada instante de nossa vida, em cada minúsculo lugar de nossa existência... e a de todos os membros da espécie humana... se está cometendo uma injustiça. Injustiça quer dizer que se perpetra um mal ( minúsculo ou colossal) com pleno conhecimento de que se comete e com racionalizações ( ou não) que o justificam. Muitos desses males somos vítimas, de outros somos vitimizadores, mas em uma ampla maioria dos casos, somos responsáveis de nossas maldades e passivos ou cúmplices frente a nossos vexames.
Um dia plenamente realizado é aquele durante o qual nos detectamos como responsáveis por uma injustiça e a corrigimos e no qual nos detectamos como vítimas de injustiças e as denunciamos e atacamos.
É difícil assimilar qualquer pensamento filosófico o qualquer existência contemporânea que não postule que a alegria, a potência, a produção, etc., podem resplandecer sem serem componentes imanentes de uma vida justa. E a justiça da qual falamos não é a das Leis, nem a das Normas, nem as do Direito. É a justiça inventada, definida e executada cada vez como razão suficiente de uma vida. Os que condenam ao ressentimento costumam ser os que aconselham perdoar e perdoar-se. Também é parte da vida, não a vingança nem a ruminação; mas sim a recordação, inesquecível, das injustiças.
Gregório Baremblitt
Um dia plenamente realizado é aquele durante o qual nos detectamos como responsáveis por uma injustiça e a corrigimos e no qual nos detectamos como vítimas de injustiças e as denunciamos e atacamos.
É difícil assimilar qualquer pensamento filosófico o qualquer existência contemporânea que não postule que a alegria, a potência, a produção, etc., podem resplandecer sem serem componentes imanentes de uma vida justa. E a justiça da qual falamos não é a das Leis, nem a das Normas, nem as do Direito. É a justiça inventada, definida e executada cada vez como razão suficiente de uma vida. Os que condenam ao ressentimento costumam ser os que aconselham perdoar e perdoar-se. Também é parte da vida, não a vingança nem a ruminação; mas sim a recordação, inesquecível, das injustiças.
Gregório Baremblitt
sábado, 19 de novembro de 2011
As “Delinqueleis”
A história das permissões e proibições que regulam as relações humanas nas comunidades do mesmo nome é extensa, complexa e escura. Houve um grande período primitivo em que era escrita, não em papiros ou lâminas metálicas, mas sim com a tatuagem ou com a mutilação nos corpos. Esse registro da lei, correlacionando-se com as vozes que consoavam nas práticas de convivência, deu-lhe nomes ao que no corpo eram marcas. A marca corporal era a memória do pertencimento a um território que por sua vez era o âmbito que dava nome a uma população e a cada um de seus membros. Essa memória era consubstancial com a recordação inadvertida de uma dívida. Dívida do exemplar em questão com a terra que o engendrou, dado que a mentalidade primitiva não correlacionava o coito com a gravidez, senão que atribuía à gravidez a queda da chuva sobre o corpo materno, semelhante aos cultivos. Ao que parece, essa dívida era transformada em um compromisso com o totem da tribo (ao qual a mitologia lhe atribuía o poder de criar e de proibir dentro dos limites dessa identidade territorial) e com o intercâmbio desigual que sempre implicava a obtenção de uma esposa, das mãos do pai-sogro. Mas, qualquer que seja a superposição de sentidos que conduz a afirmação de cada indivíduo, este era portador de uma dívida. O importante a destacar é que sob sua forma primitiva e territorial a divida era finita; ou seja, era pagável. A importância da modalidade a ser paga dependia de uma desigualdade de valor que supostamente tinha a transação realizada (uma esposa em troca de bens, alianças, etc.), que era sempre regateada e dissimulada na operação de troca com um rapto figurado.
No processo histórico de submissão das formações territoriais de vida à conquista por parte dos grandes impérios bárbaros, a voz impositiva já não copiava uma escrita sobre os corpos, ela era exclusiva do déspota que era humano e divino e que ditava sua lei. A partir dessa condição, os escribas, nobres e burocratas do estado imperial eram aqueles que talhavam em pedras ou a escreviam em papiros. O conteúdo da lei era amplo e heterogêneo, mas seu objetivo central consistia em estar dirigida ao povo para recordar-lhe que havia sido engendrado pelo Deus-imperador e que lhe devia tudo, desde o significado das palavras até a vida e a liberdade. Durante muitos séculos essa lei era impagável, posto que somente se pagava com a vida. Posteriormente, o processo histórico determinou a separação da Igreja e do Estado. A máxima instância doadora de tudo, divina e ultra terrena, “ fonte de toda razão e justiça era conferida à igreja e esta era encarregada de convalidar seus aspectos terrenos, estatais ao César grego ou romano ou posteriormente, ao monarca absoluto. É por isso que os primeiros códigos de Direito do ocidente foram as Tábuas da lei e depois, o Torá. Há que se recordar que o déspota se dulcificou, mudou-se para as alturas e que a dívida que se tinha por sua criação no paraíso se duplicou e tornou-se impagável por causa do assassinato do filho que supostamente foi enviado para nos salvar. Esse processo se repete em todas as formações sociais antigas, clássicas, medievais, da reforma e da contra-reforma, livros de leis sagrados( recordando que o primeiro Direito formal foi o canônico ) e seus códigos terrenos, assim como na modernidade e na contemporaneidade, em que cada ramo do Direito tem seus conjuntos de leis e todos se subordinam a leis maiores que são as Cartas Magnas ou Constituições Nacionais.
Gregório Baremblit
No processo histórico de submissão das formações territoriais de vida à conquista por parte dos grandes impérios bárbaros, a voz impositiva já não copiava uma escrita sobre os corpos, ela era exclusiva do déspota que era humano e divino e que ditava sua lei. A partir dessa condição, os escribas, nobres e burocratas do estado imperial eram aqueles que talhavam em pedras ou a escreviam em papiros. O conteúdo da lei era amplo e heterogêneo, mas seu objetivo central consistia em estar dirigida ao povo para recordar-lhe que havia sido engendrado pelo Deus-imperador e que lhe devia tudo, desde o significado das palavras até a vida e a liberdade. Durante muitos séculos essa lei era impagável, posto que somente se pagava com a vida. Posteriormente, o processo histórico determinou a separação da Igreja e do Estado. A máxima instância doadora de tudo, divina e ultra terrena, “ fonte de toda razão e justiça era conferida à igreja e esta era encarregada de convalidar seus aspectos terrenos, estatais ao César grego ou romano ou posteriormente, ao monarca absoluto. É por isso que os primeiros códigos de Direito do ocidente foram as Tábuas da lei e depois, o Torá. Há que se recordar que o déspota se dulcificou, mudou-se para as alturas e que a dívida que se tinha por sua criação no paraíso se duplicou e tornou-se impagável por causa do assassinato do filho que supostamente foi enviado para nos salvar. Esse processo se repete em todas as formações sociais antigas, clássicas, medievais, da reforma e da contra-reforma, livros de leis sagrados( recordando que o primeiro Direito formal foi o canônico ) e seus códigos terrenos, assim como na modernidade e na contemporaneidade, em que cada ramo do Direito tem seus conjuntos de leis e todos se subordinam a leis maiores que são as Cartas Magnas ou Constituições Nacionais.
Gregório Baremblit
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Os sofrimentos atuais: seu diagnóstico e sua cura
O panorama dos sofrimentos ou transtornos chamados “psíquicos” ou mentais experimentou, nos últimos vinte anos, uma transformação muito intensa e complexa. Não só mudaram os conjuntos de sintomas que anteriormente configuravam um quadro mais ou menos identificável como “diagnóstico” X ou Y, mas também se nota que esses quadros se somam e se mesclam entre si incessantemente, e aparecem outros quadros até então desconhecidos; e, o curso, a duração, a gravidade dos sintomas tampouco é igual ao que há algumas décadas se considerava típico e inamovível para as “enfermidades” clássicas ou, geralmente consideradas como tais, pelos especialistas. Tudo faz pensar que essas transformações da patologia são coerentes com as peculiaridades da vida apresentadas nos grandes conglomerados humanos, nos últimos tempos. Os signos e sintomas das “afecções” são de aparição brusca e espetacular, podem desaparecer por si mesmos, ou em virtude de algumas medidas inteligentes tomadas pelos afetados, agravam-se rapidamente e entram em crises severas que exigem tratamentos importantes ou se complicam com outras que, aparentemente, são da área de outra especialidade e que devem ser tratadas por ela. Sem querer estabelecer conexões diretas, não se pode deixar de reconhecer que a existência contemporânea, com sua rapidez, sua variabilidade, seu alto nível de exigência, seu grau de insegurança, a multiplicação de ofertas para o consumo, as mudanças e readaptações constantes, os traumas de todos os tipos perseguindo e golpeando continuamente...superam as capacidades de antecipação e de recuperação ativa dos indivíduos, das famílias, dos grupos, das organizações, movimentos,etc.
Esse panorama mostra, com uma clareza espantosa, o que já se sabia desde muito tempo, a saber: que não existe transtorno nem sofrimento, seja em qualquer campo no qual se manifestem, predominantemente, seus signos e sintomas (“psíquicos” ou “subjetivos”, “somáticos ou corporais”, “ sociais ou de comportamento”, etc.) que não devam ser investigados por operadores com uma formação e uma cultura muito amplos e/ou por equipes multidisciplinares e tratados da maneira correspondente. Mais ainda: é bastante freqüente que o mal-estar de que se trata, seja solucionado com poucas mudanças no estilo de vida, ou seja, de costumes, de alimentação, higiene, sonho, lugar de residência, relações sentimentais, familiares, de trabalho, descanso, diversão, esporte, sociabilidade, afiliação e militância em alguma causa nobre, etc.
Mas é claro que cada uma dessas mudanças, aparentemente simples, não são nada fáceis de realizar para a enorme maioria das pessoas que são obrigadas a enfrentar esta vida cruel. Boa parte das mesmas requerem grandes decisões e ações coletivas que parecem estar muito longe do que costumamos entender como “tratamentos”. Não obstante é preciso que se tenha certeza total de que cada uma dessas áreas e atividades são sempre com-causas, ou seja, causas conjuntas, de sofrimentos e transtornos que se apresentam como “ problemas de saúde” física ou mental e que podem “curar-se” tomando os conjuntos de medidas combinados e adequados a respeito.
Por outro lado, é fundamental aprender a desconfiar e a não se entregar indiscriminadamente a qualquer tratamento dos chamados “alternativos” que provém de uma cultura ou de uma época que não é a contemporânea. Entre eles há alguns que invocam descaradamente supostos saberes e procedimentos mágicos ou supersticiosos. A força da crença, que ninguém ignora, pode até produzir efeitos de alívio circunstanciais, mas os mesmos não fazem senão retardar o diagnóstico amplo e correto ao que nos referíamos, causando o agravamento, a complicação ou a irreversibilidades do transtorno em questão. Como dizia um experimentado professor: “ Por paradoxal que pareça, nada mata mais que os milagres”.
Esse panorama mostra, com uma clareza espantosa, o que já se sabia desde muito tempo, a saber: que não existe transtorno nem sofrimento, seja em qualquer campo no qual se manifestem, predominantemente, seus signos e sintomas (“psíquicos” ou “subjetivos”, “somáticos ou corporais”, “ sociais ou de comportamento”, etc.) que não devam ser investigados por operadores com uma formação e uma cultura muito amplos e/ou por equipes multidisciplinares e tratados da maneira correspondente. Mais ainda: é bastante freqüente que o mal-estar de que se trata, seja solucionado com poucas mudanças no estilo de vida, ou seja, de costumes, de alimentação, higiene, sonho, lugar de residência, relações sentimentais, familiares, de trabalho, descanso, diversão, esporte, sociabilidade, afiliação e militância em alguma causa nobre, etc.
Mas é claro que cada uma dessas mudanças, aparentemente simples, não são nada fáceis de realizar para a enorme maioria das pessoas que são obrigadas a enfrentar esta vida cruel. Boa parte das mesmas requerem grandes decisões e ações coletivas que parecem estar muito longe do que costumamos entender como “tratamentos”. Não obstante é preciso que se tenha certeza total de que cada uma dessas áreas e atividades são sempre com-causas, ou seja, causas conjuntas, de sofrimentos e transtornos que se apresentam como “ problemas de saúde” física ou mental e que podem “curar-se” tomando os conjuntos de medidas combinados e adequados a respeito.
Por outro lado, é fundamental aprender a desconfiar e a não se entregar indiscriminadamente a qualquer tratamento dos chamados “alternativos” que provém de uma cultura ou de uma época que não é a contemporânea. Entre eles há alguns que invocam descaradamente supostos saberes e procedimentos mágicos ou supersticiosos. A força da crença, que ninguém ignora, pode até produzir efeitos de alívio circunstanciais, mas os mesmos não fazem senão retardar o diagnóstico amplo e correto ao que nos referíamos, causando o agravamento, a complicação ou a irreversibilidades do transtorno em questão. Como dizia um experimentado professor: “ Por paradoxal que pareça, nada mata mais que os milagres”.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Como todos os cidadãos politicamente “corretos”, creio estar informado acerca das características que tem adquirido as manifestações populares no mundo nestes últimos tempos. Sei que são pacíficas, fugazes, menores em número e motivadas por reivindicações heterogêneas que tornam o conjunto do ato político um poço unificado, descontínuo, puramente gestual e sem maiores conseqüências efetivas. Como quer que seja, está nascendo no planeta nestas últimas décadas, sobretudo nos países democráticos liberais ou social-democratas, um cuidado especial dos governos em tratar de desarticular ou desprestigiar os movimentos, apelando à mínima violência possível. É claro que isso não tem muita vigência na Síria ou no Afeganistão, mas tanto é verdade nos países ocidentais que dá para constatar repetidamente -que entre os machucados leves de cada manifestação- amiúde os contingentes repressivos lesionados são tão numerosos como os manifestantes. Os otimistas vêem nesse e em outros aspectos similares, uma expressão de que os governos, preocupados pelos efeitos multiplicadores das redes comunicacionais contemporâneas, cuidam-se de não mostrar perfis autoritários (por dizer o menos). O emprego de uma força “excessiva” para impedir uma manifestação que não emprega recursos demasiado violentos pode ter conseqüências econômicas, políticas, culturais, jurídicas etc. nas partes do mundo que menos se espera. Uma delas é a produzir uma associação, aliança ou apoio de movimentos cuja afinidade era insuspeitável, ainda para os mesmos segmentos, que protagonizam uma nova aliança.
É claro que a questão da avaliação acerca do que é mais conveniente para o Poder, se aparecer como “tolerante” e acabar fazendo aquilo que se propunha...dando lugar e novos protestos, de intensidade e número crescente...ou conceder a reivindicação demandada, barganhando-a por outra mais essencial para o “sistema”... ou reprimir duramente (pagando certo preço de prestigio) para desalentar os ímpetos da nova onda.
Em qualquer situação é importante para a militância dos movimentos, lembrar que o Poder pode chegar a entregar até os anéis para salvar os dedos, mas que amiúde os anéis são falsos, ou essa entrega ,segundo como seja feita e divulgada, pode transformar os “justos em pecadores”.
Gregorio Baremblitt
É claro que a questão da avaliação acerca do que é mais conveniente para o Poder, se aparecer como “tolerante” e acabar fazendo aquilo que se propunha...dando lugar e novos protestos, de intensidade e número crescente...ou conceder a reivindicação demandada, barganhando-a por outra mais essencial para o “sistema”... ou reprimir duramente (pagando certo preço de prestigio) para desalentar os ímpetos da nova onda.
Em qualquer situação é importante para a militância dos movimentos, lembrar que o Poder pode chegar a entregar até os anéis para salvar os dedos, mas que amiúde os anéis são falsos, ou essa entrega ,segundo como seja feita e divulgada, pode transformar os “justos em pecadores”.
Gregorio Baremblitt
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
GLORIA AL LEÓN!
( ARGENTINA) BUENOS AIRES HA TENIDO “UNA DÉCADA DEL SESENTA Y OTRA DEL SETENTA”. ESO SEA DICHO EN UN SENTIDO PARECIDO AL 68 FRANCÉS O A LOS SESENTA NORTEMERICANOS. DÉCADAS TUMULTUOSAS ETICO POLÍTICAMENTE FEROCES , ECONÓMICAMENTE CATASTRÓFICAS, CULTURALMENTE INCANDESCENTES. SE LUCHÓ MUCHO, SE MURIÓ Y SE MATÓ MUCHO. SE REAVIVARON Y SE INVENTARON MUCHAS UTOPÍAS ACTIVAS. HUBO MUCHA APUESTA, MUCHA DERROTA, ALGUNA VICTORIA…CIERTO APRENDIZAJE. SE SINTIÓ QUE LA HISTORIA TIENE MUCHO DE SAPO DE ALJIBE: SUBE DOS PASOS Y RETROCEDE UNO, O DE CANGREJO, QUE CAMINA DE LADO LA MAYOR PARTE DEL TIEMPO, O DE ESOS DIBUJOS ANIMADOS DEL PAPALEGUAS, QUE CORRE TAN RÁPIDO QUE EN UNA CURVA SE SALE DE LA PANTALLA Y VUELVE A ELLA PATALEANDO EN EL AIRE, SIN AVANCE ALGUNO. EN ESAS DÉCADAS CREO QUE SE SINTIÓ, MUY ORIGINALMENTE ( COMO EN TODAS LAS OTRAS ÉPOCAS) QUE FRECUENTEMENTE LO QUE CAMBIA SON LAS NALGAS, LAS PALMETAS SON LAS MISMAS ( POR DECIRLO CON DUDOSA ELEGANCIA). MI VIEJO SE LLAMABA LEÓN ( Y A VECES ERA); HUBO UN GENERALE QUE DECÍA QUE ERA UN “LEÓN HERVÍVORO” MIENTRAS CONTRIBUÍA PARA DEFLGRAR LA ERA DE LAS PEORES MATANZAS QUE VIVIÓ EL PAÍS; HUBO UN ARQUERO QUE SALVÓ AL SELECCIONADO DE UNA GOLEADA, LE LLAMARON “ EL LEÓN DE WEMBLEY”. PERO HUBO UN LEÓN PLENO DE SENSIBILIDAD, DE COHERENCIA, DE INTELIGENCIA, DE SEDUCCIÓN, DE COMBATIVIDAD, LEAL A LOS AMIGOS, PELIGROSO PARA LOS ENEMIGOS, A MENUDO ASUSTADOR PARA TODAS LAS PLATEAS, ENSORDESCEDOR EN SUS RUGIDOS. CURIOSAMENTE ERA UN LEÓN INDIVIDUALISTA, CON CARA DE COSACO, QUE PROPUGNABA UNA REVOLUCIÓN DE MASAS.
ESE LEÓN SUPO LEER A FREUD Y A MARX PARA PENSAR, ESCRIBIR Y ENSEÑAR CON ELLOS ALGO CON LO QUE SE PUEDIESE, MUCHO MÁS QUE ENTENDER EL MUNDO, TRATAR DE TRANSFORMARLO.
YA NO SE FABRICAN MÁS DE ESOS LEONES. LEÓN ROZITCHNER, COMO ESTABA PREVISTO, HA PERDIDO SU ÚLTIMA PELEA PURAMENTE CORPÓREA CONTRA EL LEVIATÁN ( EL ESTADO), LA MEDUSA (EL CAPITAL) Y TORQUEMADA ( LA IGLESIA) EN LA ARENA DE UN PAÍS DE OPERETA. ADEMÁS DE MUCHOS MONUMENTOS EN SU MEMORIA, TIENE TRES O CUATRO EN CADA BIBLIOTECA DE LAS PERSONAS Y LOS MOVIMIENTOS DIGNOS. HABRÁ MUCHOS “DEVENIR LEONES” EN LOS COLISEOS ANTES Y DESPUÉS QUE LOS LIBROS DE LEÓN SE TORNEN CDS.
( ARGENTINA) BUENOS AIRES HA TENIDO “UNA DÉCADA DEL SESENTA Y OTRA DEL SETENTA”. ESO SEA DICHO EN UN SENTIDO PARECIDO AL 68 FRANCÉS O A LOS SESENTA NORTEMERICANOS. DÉCADAS TUMULTUOSAS ETICO POLÍTICAMENTE FEROCES , ECONÓMICAMENTE CATASTRÓFICAS, CULTURALMENTE INCANDESCENTES. SE LUCHÓ MUCHO, SE MURIÓ Y SE MATÓ MUCHO. SE REAVIVARON Y SE INVENTARON MUCHAS UTOPÍAS ACTIVAS. HUBO MUCHA APUESTA, MUCHA DERROTA, ALGUNA VICTORIA…CIERTO APRENDIZAJE. SE SINTIÓ QUE LA HISTORIA TIENE MUCHO DE SAPO DE ALJIBE: SUBE DOS PASOS Y RETROCEDE UNO, O DE CANGREJO, QUE CAMINA DE LADO LA MAYOR PARTE DEL TIEMPO, O DE ESOS DIBUJOS ANIMADOS DEL PAPALEGUAS, QUE CORRE TAN RÁPIDO QUE EN UNA CURVA SE SALE DE LA PANTALLA Y VUELVE A ELLA PATALEANDO EN EL AIRE, SIN AVANCE ALGUNO. EN ESAS DÉCADAS CREO QUE SE SINTIÓ, MUY ORIGINALMENTE ( COMO EN TODAS LAS OTRAS ÉPOCAS) QUE FRECUENTEMENTE LO QUE CAMBIA SON LAS NALGAS, LAS PALMETAS SON LAS MISMAS ( POR DECIRLO CON DUDOSA ELEGANCIA). MI VIEJO SE LLAMABA LEÓN ( Y A VECES ERA); HUBO UN GENERALE QUE DECÍA QUE ERA UN “LEÓN HERVÍVORO” MIENTRAS CONTRIBUÍA PARA DEFLGRAR LA ERA DE LAS PEORES MATANZAS QUE VIVIÓ EL PAÍS; HUBO UN ARQUERO QUE SALVÓ AL SELECCIONADO DE UNA GOLEADA, LE LLAMARON “ EL LEÓN DE WEMBLEY”. PERO HUBO UN LEÓN PLENO DE SENSIBILIDAD, DE COHERENCIA, DE INTELIGENCIA, DE SEDUCCIÓN, DE COMBATIVIDAD, LEAL A LOS AMIGOS, PELIGROSO PARA LOS ENEMIGOS, A MENUDO ASUSTADOR PARA TODAS LAS PLATEAS, ENSORDESCEDOR EN SUS RUGIDOS. CURIOSAMENTE ERA UN LEÓN INDIVIDUALISTA, CON CARA DE COSACO, QUE PROPUGNABA UNA REVOLUCIÓN DE MASAS.
ESE LEÓN SUPO LEER A FREUD Y A MARX PARA PENSAR, ESCRIBIR Y ENSEÑAR CON ELLOS ALGO CON LO QUE SE PUEDIESE, MUCHO MÁS QUE ENTENDER EL MUNDO, TRATAR DE TRANSFORMARLO.
YA NO SE FABRICAN MÁS DE ESOS LEONES. LEÓN ROZITCHNER, COMO ESTABA PREVISTO, HA PERDIDO SU ÚLTIMA PELEA PURAMENTE CORPÓREA CONTRA EL LEVIATÁN ( EL ESTADO), LA MEDUSA (EL CAPITAL) Y TORQUEMADA ( LA IGLESIA) EN LA ARENA DE UN PAÍS DE OPERETA. ADEMÁS DE MUCHOS MONUMENTOS EN SU MEMORIA, TIENE TRES O CUATRO EN CADA BIBLIOTECA DE LAS PERSONAS Y LOS MOVIMIENTOS DIGNOS. HABRÁ MUCHOS “DEVENIR LEONES” EN LOS COLISEOS ANTES Y DESPUÉS QUE LOS LIBROS DE LEÓN SE TORNEN CDS.
GREGORIO BAREMBLITT
ESE LEÓN SUPO LEER A FREUD Y A MARX PARA PENSAR, ESCRIBIR Y ENSEÑAR CON ELLOS ALGO CON LO QUE SE PUEDIESE, MUCHO MÁS QUE ENTENDER EL MUNDO, TRATAR DE TRANSFORMARLO.
YA NO SE FABRICAN MÁS DE ESOS LEONES. LEÓN ROZITCHNER, COMO ESTABA PREVISTO, HA PERDIDO SU ÚLTIMA PELEA PURAMENTE CORPÓREA CONTRA EL LEVIATÁN ( EL ESTADO), LA MEDUSA (EL CAPITAL) Y TORQUEMADA ( LA IGLESIA) EN LA ARENA DE UN PAÍS DE OPERETA. ADEMÁS DE MUCHOS MONUMENTOS EN SU MEMORIA, TIENE TRES O CUATRO EN CADA BIBLIOTECA DE LAS PERSONAS Y LOS MOVIMIENTOS DIGNOS. HABRÁ MUCHOS “DEVENIR LEONES” EN LOS COLISEOS ANTES Y DESPUÉS QUE LOS LIBROS DE LEÓN SE TORNEN CDS.
( ARGENTINA) BUENOS AIRES HA TENIDO “UNA DÉCADA DEL SESENTA Y OTRA DEL SETENTA”. ESO SEA DICHO EN UN SENTIDO PARECIDO AL 68 FRANCÉS O A LOS SESENTA NORTEMERICANOS. DÉCADAS TUMULTUOSAS ETICO POLÍTICAMENTE FEROCES , ECONÓMICAMENTE CATASTRÓFICAS, CULTURALMENTE INCANDESCENTES. SE LUCHÓ MUCHO, SE MURIÓ Y SE MATÓ MUCHO. SE REAVIVARON Y SE INVENTARON MUCHAS UTOPÍAS ACTIVAS. HUBO MUCHA APUESTA, MUCHA DERROTA, ALGUNA VICTORIA…CIERTO APRENDIZAJE. SE SINTIÓ QUE LA HISTORIA TIENE MUCHO DE SAPO DE ALJIBE: SUBE DOS PASOS Y RETROCEDE UNO, O DE CANGREJO, QUE CAMINA DE LADO LA MAYOR PARTE DEL TIEMPO, O DE ESOS DIBUJOS ANIMADOS DEL PAPALEGUAS, QUE CORRE TAN RÁPIDO QUE EN UNA CURVA SE SALE DE LA PANTALLA Y VUELVE A ELLA PATALEANDO EN EL AIRE, SIN AVANCE ALGUNO. EN ESAS DÉCADAS CREO QUE SE SINTIÓ, MUY ORIGINALMENTE ( COMO EN TODAS LAS OTRAS ÉPOCAS) QUE FRECUENTEMENTE LO QUE CAMBIA SON LAS NALGAS, LAS PALMETAS SON LAS MISMAS ( POR DECIRLO CON DUDOSA ELEGANCIA). MI VIEJO SE LLAMABA LEÓN ( Y A VECES ERA); HUBO UN GENERALE QUE DECÍA QUE ERA UN “LEÓN HERVÍVORO” MIENTRAS CONTRIBUÍA PARA DEFLGRAR LA ERA DE LAS PEORES MATANZAS QUE VIVIÓ EL PAÍS; HUBO UN ARQUERO QUE SALVÓ AL SELECCIONADO DE UNA GOLEADA, LE LLAMARON “ EL LEÓN DE WEMBLEY”. PERO HUBO UN LEÓN PLENO DE SENSIBILIDAD, DE COHERENCIA, DE INTELIGENCIA, DE SEDUCCIÓN, DE COMBATIVIDAD, LEAL A LOS AMIGOS, PELIGROSO PARA LOS ENEMIGOS, A MENUDO ASUSTADOR PARA TODAS LAS PLATEAS, ENSORDESCEDOR EN SUS RUGIDOS. CURIOSAMENTE ERA UN LEÓN INDIVIDUALISTA, CON CARA DE COSACO, QUE PROPUGNABA UNA REVOLUCIÓN DE MASAS.
ESE LEÓN SUPO LEER A FREUD Y A MARX PARA PENSAR, ESCRIBIR Y ENSEÑAR CON ELLOS ALGO CON LO QUE SE PUEDIESE, MUCHO MÁS QUE ENTENDER EL MUNDO, TRATAR DE TRANSFORMARLO.
YA NO SE FABRICAN MÁS DE ESOS LEONES. LEÓN ROZITCHNER, COMO ESTABA PREVISTO, HA PERDIDO SU ÚLTIMA PELEA PURAMENTE CORPÓREA CONTRA EL LEVIATÁN ( EL ESTADO), LA MEDUSA (EL CAPITAL) Y TORQUEMADA ( LA IGLESIA) EN LA ARENA DE UN PAÍS DE OPERETA. ADEMÁS DE MUCHOS MONUMENTOS EN SU MEMORIA, TIENE TRES O CUATRO EN CADA BIBLIOTECA DE LAS PERSONAS Y LOS MOVIMIENTOS DIGNOS. HABRÁ MUCHOS “DEVENIR LEONES” EN LOS COLISEOS ANTES Y DESPUÉS QUE LOS LIBROS DE LEÓN SE TORNEN CDS.
GREGORIO BAREMBLITT
segunda-feira, 16 de maio de 2011
“El imperio hediondo”
Es mundialmente sabido que la horrorosa dictadura militar argentina “patentó”, durante la denominada “guerra sucia” (como si hubiese limpias!), un procedimiento muy original. Muchos de los militantes de la revolución popular, capturados y condenados sin juicio alguno, eran semi dopados con estupefacientes y arrojados al océano desde aviones militares. ese modo de ejecución, sobre el cual se ha escrito mucho, pero nunca lo suficiente, además de su feroz y sádica maldad, parecía tener ciertos rasgos de letal pero dudosa inteligencia.
Es bastante notable que el pueblo argentino (dicho de la manera más empírica y menos “comprobable” posible), ostente una cierta tendencia necrofílica, que entre sus variados síntomas, muestra una especial predisposición a transformar los cadáveres de las víctimas de conflictos políticos en banderas bélicas. Entre los argentinos es conocida la célebre sentencia de un poeta acerca del exilio de los restos mortales de un dictador. El presidente rosas, un tirano “nacionalista”, que mandó a matar a la mayoría de los caudillos de las provincias, que eran sus opositores, e impuso una servidumbre generalizada de todo el territorio nacional al gobierno central.
Desde que ese dictador fue vencido, destituido y deportado, y murió en el exilio, sus partidarios mantenían un interminable combate por la vuelta de sus restos al país. El poeta al que nos referíamos, decididamente anti rosista, escribió “ni el polvo de tus huesos la américa tendrá”. -porqué el bardo, que era expresión de una interminable guerra civil argentina, enfatizaba en el destino del cadáver? Por una razón parecida a aquella que motivó una peregrinación del féretro de Eva perón por varios países, puesto que para que no fuese capturado por los militares argentinos y las organizaciones para militares y para policiales, era importantísimo que no se supiese donde estaba. La inexorable insistencia de sus partidarios y adoradores, consiguió por fin, en un momento de “tregua”, que los restos de la fallecida retornaran al país y tuviesen digno sepelio. No obstante, eso no impidió que posteriormente la tumba fuese violentada y los restos profanados
Porque esa enconada contienda en torno de un cadáver? Eva Perón muerta, con o sin sus restos mortales encabezando a sus huestes, debía producir el mismo efecto emblemático de aglutinación y continuación de la lucha en pro de los valores que esa mujer propugnó en vida. Pero no!, los argentinos sentían que, además de un derecho indiscutible post mortem de ser enterrada en su patria, el cadáver de Evita, lo que quedaba del cuerpo físico de la líder de un importante y contradictorio proceso político, era de insubstituible valor para la continuidad de los movimientos que defendían sus ideales.
Otro caso es el del general José de San Martín, un indiscutible héroe de la liberación argentina y de “medio continente” (como dice una canción argentina) de la dominación española. El libertador murió exiliado en una localidad francesa y su ataúd fue repatriado muchos años después y exhibido en un solemne mausoleo. Esa reparación histórica, no impidió que “los desconocidos de siempre” profanaran el sepulcro y robasen el sable del libertador, símbolo de su colosal empresa histórica.
Para no cansar al lector, terminemos muy incompletamente este relato recordando que Borges, considerado por muchos como el mayor literato de lengua española de todos los tiempos, profundamente descontento con la tesitura política populista de la argentina durante un largo período de su vida, exigió ser enterrado en Suiza, donde residía exilado por propia voluntad. Dada la inmensa importancia de su obra, es posible que el célebre escritor, sensible conocedor de la necrofilia argentina, quisiese evitar cualquier “uso” político su cadáver. Tal vez la decisión de “exilar” sus restos quería ser, en si misma, una lección ético-política para ciertos argentinos.
Pues bien: esa necrofilia argentina, que tiene como parte fundamental la disputa en torno de si (él) o (la) fallecidos (as) continúan o no estando vivos de cierta mágica manera, ha sido considerado por la mayoría de los analistas políticos, en su duplicidad. Por un lado no se puede negar que se trata de un síntoma de “patología” histórica, por el otro es un componente logístico de una guerra perenne. Tal vez sea, como afirman célebres autores, “la verdad implícita en todo delirio”.
El sangriento régimen de la dictadura militar argentina, y aunque con otro sentido militante libertario, las organizaciones y movimientos de defensa de los derechos humanos, han protagonizado una larga y desigual batalla. los militares, en su gran mayoría integrantes y defensores de las oligarquías y las elites reaccionarias argentinas, insisten en denominar a las víctimas del genocidio nacional (30.000) como “desaparecidos”...y sus cuerpos como “irrecuperables” (eufemismo para ilícitamente capturados, torturados, y asesinados sin proceso ni defensa algunos, empleando la forma “aeronáutica” antes descripta, además de muchas otras).
Entre esos movimientos y organizaciones, se destaca, con proporciones gigantescas, el de “las madres de la plaza de mayo” que acusan a los mencionados criminales de guerra, y exigen la devolución de sus hijos “desaparecidos”, no solo en cuerpo presente, sino vivos. Las madres no han aceptado amnistías, ni “indemnizaciones”, y ni siquiera la condena de los jefes de la “desaparición” les ha hecho arriar su bandera. Esa exigencia de las madres tiene, entre otros importantísimos efectos políticos de avanzada, el sentido de denunciar la mentira y la criminalidad de los verdugos, pero también su impotencia para ocultarla, porque 30.000 personas no desaparecen sin dejar rastro alguno en un país que, en aquella época, tenía treinta millones de habitantes.
Por todo lo dicho, es evidente que el mencionado procedimiento de “extravío” marino usado para matar y “ocultar” cuidadosamente esos “desaparecidos” tenía, entre otros, un sentido judiciario y uno político. En todo caso de homicidio, la localización de los restos mortales de la víctima es una evidencia crucial para el fallo y la condena; pero además es un ícono de enorme peso en la lucha política.. Eso ha sido y es inveterada y mundialmente así, véase sino las gigantescas matanzas que ocurrieron y ocurren en torno al supuesto santo sepulcro, al santo sudario etc. no es de descartar que la necrofilia argentina tenga grandes componentes religiosos (la separación constitucional entre la iglesia católica y el estado argentino dejan mucho que desear). No obstante la citada perversión tiene una pregnancia y una motivación extraordinaria y poli causada en ese país.
Es importante señalar que, salvo algún que otro hallazgo, los cuerpos de los desaparecidos argentinos jamás aparecerán. Es claro que eso no fue ni será prueba de la inocencia de las corporaciones militares-policiales, ni de los grupos carniceros tales como “las tres a” y tantos otros para-militares y para-policiales. Por el contrario, la consigna y la militancia de las madres de plaza de mayo así como de grupos y movimientos afines, mucho más allá de haber conseguido, como lo hicieron, la condena de los jefes homicidas, tendrá un efecto imperecedero. Los “desaparecidos” se han tornado una especie de espada de Damocles ético-política fantasma que pesa eterna e inexorablemente sobre todas las fuerzas, entidades y equipamientos que detentan un poder que estructural o eventualmente pretendan repetir sus crímenes hediondos. Pese a todo eso, es importante recordar que la historia se empeña en enseñarnos que se puede ser criminal sin castigo alguno, dependiendo de la fuerza de que se disponga. Es alrededor de éste punto que giran las observaciones de éstas líneas.
Los Estados Unidos de América del norte, la primera democracia burguesa que se fundó en el mundo y también la mayor potencia económica, tecno científica y bélica del mundo actual, es un paradigma de lo que arriba describimos.
Después de haber perpetrado el genocidio de los indios que poblaban su territorio, de ser el país que más “importó” negros africanos para esclavizarlos, de asesinarse entre hermanos en una tremenda guerra civil que dejó un millón de muertos, de despojar por asalto a su vecino del sur: Méjico, de la cuarta parte de sus tierras, de freír innecesariamente a 200.000 civiles en Hiroshima y Nagasaki, de apoyar a decenas de tiranos y dictadores que le servían en los cinco continentes, de haber invadido impunemente países como panamá y granada, de haber financiado una tentativa de invasión de cuba y de haberse apropiado del “ control” de más de una tercera parte del mundo en yalta y durante la guerra fría....nos “sorprende “ en las últimas décadas con nuevas hazañas del mismo cuño.
Derrotado vergonzosamente en el Vietnam, “empatado” ignominiosamente en Corea, en Laos, Camboya etc. nunca dejó de cuidar sus intereses petrolíferos, de gas y de piedras preciosas en medio oriente y en áfrica subsariana.
En una cantidad de países de ésas áreas, además de apoyar en todos los aspectos las monarquías y las dictaduras que le eran aliadas, armó y entrenó a los ejércitos y milicias locales contra contingentes de opositores, contra la ocupación soviética y contra todo impulso de autonomía.
Como es sabido y reconocido, atacó en dos oportunidades al Irak. La primera (guerra del golfo) debido a que Irak había invadido Kuwait y el peligro era el de que los EEUU perdiesen su dominio sobre el petróleo de ese país. La segunda fue la invasión perpetrada por los EEUU en Irak debido a una supuesta construcción, por parte del dictador s. Hussein, de armas atómicas. A esa acusación se sumó la de que Irak alojaba y protegía a Osama Bin Landen y los suyos. Los ataques se perpetraron sin aprobación del consejo de seguridad de la ONU y las acusaciones se demostraron completamente falsas, apenas “racionalizaciones” (mentiras descaradas) del presidente Bush. jr. Para asegurarse la provisión preferencial del petróleo de ese país. Dicho ataque destruyó importantes segmentos de la infraestructura iraquí y mató miles de civiles y soldados de las partes en conflicto (además de increíbles violaciones de los derechos humanos). Está demás decir que la base norteamericana en Irak continúa sediada y que la ocupación militar yanqui continúa sin haber conseguido pacificar ese país. La ocupación norteamericana continuó por Afganistán, con características parecidas a las de Irak y culminó con la misión del comando que mató a Osama Bin Laden, principal enemigo fundamentalista de los EEUU. Conductor del peor episodio terrorista registrado en la historia de la nación del norte. Si esa intromisión fue combinada o no con los pakistaníes (que muy probablemente no necesitaban del protagonismo americano para esa ejecución)., es difícil de saber. Lo que parece claro es que no fue principalmente por las fotos de satélite ni aviones no tripulados que se averiguó el paradero del terrorista. Es mucho más factible que lo que principalmente actuó en ésa localización fueron los billones de dólares que Pakistán recibe de los EEUU anualmente así como los 25 millones de recompensa que se obsequió a quien denunciase la presencia del terrorista.
Es sabido que, en oriente medio y el norte de áfrica, se están deflagrando amplias y persistentes insurrecciones de masas contra gobiernos absolutistas: monárquicos, teocráticos y dictatoriales o pseudo democráticos implantados por elecciones fraudulentas. El panorama es complejo porque esos conflictos internos que enfrentan masas populares con gobiernos represores y corruptos, no son pasibles de análisis maniqueos. El triunfo de cualquiera de las partes, en todos esos levantes, no garantiza, en ningún caso, el nacimiento de un auténtica democracia, sea representativa o, en la cúspide de las expectativas, democracias directas.
Los conflictos étnico-religiosos (árabes y no árabes, xiitas, sunitas, kurdos, cristianos, israelíes y laicos), se intrincan con los ataques entre sirios y libaneses, las facciones contra y pro usa, pro o contra Israel. Por otra parte, esa mescolanza incluye la gran diferencia entre partidarios de la lucha armada y negociadores pacifistas, fuerzas armadas gubernamentales y guerrillas o organizaciones terroristas, potencias efectivamente atómicas como Israel o Pakistán ( o firmes aspirantes, como irán) y otros muy mal armados tales como los palestinos. Eso todo sea dicho sin tratar de entender demasiado refinadamente, las alianzas de países árabes o africanos con las nuevas potencias: China, Rusia,India, Brasil, África del sud y otras no tan prominentes.
Entre tanto, las operaciones de llegada de nuevos contingentes militares a los escenarios bélicos de medio oriente, provenientes de los EEUU, Francia, Inglaterra, Canadá y otros, están contribuyendo de prisa para la decadencia de la ONU, de los pactos internacionales universales como los de la convención de ginebra, y la influencia de los diversos tribunales de derechos humanos.
Ahora bien: las atrocidades que fueron y son cometidas, por los armamentos y por los soldados americanos en Irak, no han sido ni son siquiera debidamente denunciadas, ni investigadas, mucho menos punidas; a las mismas hay que agregar las perpetradas en Afganistán, e, indirectamente en el Yemen, Siria, Egipto, ´Libia, Sudán etc., países en plena convulsión en el que los Estados Unidos apoyan a veces a los gobiernos tiránicos dinásticos, a veces a diferentes sectores subversivos y a veces a los dos lados al mismo tiempo. El criterio no consiste en ayudar a quien ético-políticamente lo merece, sino a quien eventualmente puede triunfar y cuidar de los negocios americanos. Obviamente, los otros “lados” provisoria y aparentemente fuera del conflicto, hacen algo parecido. Un caso interesante, en ese sentido fue el de Egipto, cuyo gobierno era aliado incondicional de usa y, al mismo tiempo contrabandeaba mísiles para los palestinos a través de la red de túneles que subyacía a sus fronteras. También el ejemplo que ya mencionamos, de Pakistán puede ser ilustrativo. Las autoridades pakistaníes, no solo deben haber dado las coordenadas para el ataque, sino que permitieron que el comando yanqui que efectuó la operación residiese un buen tiempo en una casa próxima a la de Bin Laden y su grupo para “familiarizarse“ con la escena del asalto. Desde luego el gobierno pakistaní declaró solemnemente que “la próxima vez que tropas extranjeras invadan el territorio pakistaní sin consentimiento del gobierno, tendrán que enfrentar graves consecuencias”.
Creo que podemos llegar ahora a la pieza de ficción que yo entiendo como hiperrealista. Concordando con el raciocinio de muchos analistas contemporáneos. Se dice que el modo como los marines cumplieron con su misión y la manera como ese episodio histórico fue informado por la prensa mundial tiene una tónica obscena y cínica, y justamente, no por eso, menos verdadera.
Obama y su enorme corte de redes, de entidades, de organizaciones, de equipamientos, de asesores, consultores y voceros propios y aliados también ha rastreado al “enemigo público número uno” valiéndose, sin escrúpulo ni ocultamiento alguno, de las informaciones obtenidas de los miembros de Al Qaeda sometidos a meses de torturas en una prisión, Guantánamo, que además mantuvo detenidos a muchos inocentes y fue severamente acusada de ilegalidad por numerosos organismos internacionales oficiales y civiles.
Pero, formando parte esencial de esa tragicomedia, el gobierno de los EEUU declara o no discorda de quien declara: 1) que con la excepción de un guarda en un puesto de avanzada, ningún de los ocupantes de la casa invadida estaba armado en el momento del ataque. 2) que Osama Bin Laden fue dominado y estaba sano y vivo cuando fue ejecutado, al igual que su hijo menor y otro pariente 3) que la residencia fue objeto de fuego cerrado siendo que alojaba a niños y mujeres indefensos (supuestamente usados como escudos humanos siendo que una mujer fue herida) cuyo destino (hasta ahora, una semana después de la operación, es desconocido). 3) el cadáver de Osama, según se afirma muy deformado por disparo efectuados contra su cabeza, “fue tratado con los procedimientos y velado con el ceremonial que la tradición mahometana prescribe”, siendo que esa “respetuosa despedida” incluyó el traslado del cuerpo mar adentro en un lugar desconocido del océano, donde fue arrojado. La noticia del éxito de la misión, desde luego militarmente necesaria, fue tratada en un tono mesurado “porque el gobierno de los EEUU no deseaba que una exposición de las fotografías (y seguramente de la filmación) de la ejecución y del estado del cadáver, pudiese dar la impresión de que un componente de ufanismo vengativo alterase la tesitura mesurada que caracteriza a la gran democracia del norte. También cabía esa esplendorosa modalidad de “entierro”, para que no fuese localizable un lugar donde el cuerpo de terrorista fuese situado y transformable en la meca de los terroristas del planeta.
Permita el lector que el autor de estas líneas declare, con dudoso humorismo, su orgullo y satisfacción al constatar que el procedimiento empleado para producción de “desaparecidos” parece haber sido parcialmente aprendido por el gobierno y las fuerzas armadas de los Estados Unidos de Norteamérica de la dictadura argentina.. Los proyectos camelot cóndor, planeado y asesorado y co-ejecutado por los EEUU, que operó durante más de quince años en países de Latinoamérica se nutrió también de la inventiva de los asesinos locales fardados o no. entre esas joyas de la estrategia, la sepultura en el océano, probablemente creación argentina, ha recibido, con esta acción contra el terror, el estatus de modelo de la intrepidez militar represiva de las Américas.
La legislación brasileña define como crimen hediondo a todo aquel que se perpetra contra un ser humano oportunamente indefenso y por motivaciones que se acercan al ejercicio de una pura crueldad.
Muchos comentaristas afirman que horroroso ataque que aquí comento, fue un golpe mortal para el terrorismo mundial.
La historia dirá que papel cumplió esa ejecución de un indefenso y la posterior ofensa, no menos hedionda, al cuerpo muerto de un criminal político. Las declaraciones oficiales y las de los comentaristas sostienen, contradictoriamente, que tanto Al Qaeda como su líder, tenían una influencia muy restricta en las luchas por la independencia de los países de oriente medio y el norte de áfrica. Por otro lado sostienen que la decapitación del movimiento de ese líder será de enorme importancia en la desarticulación de la red que presidía. Del mismo modo, se sostiene que el merecido castigo (no la venganza, es claro!) al siniestro artífice del 11 de septiembre, compactará al pueblo americano en el combate al terrorismos y dará un nuevo temple a la espada del guerrero yanqui.
Las reacciones de los más diversos segmentos anti-americanos comprometidos en los conflictos de esa triste región, así como los de una gran cantidad de organizaciones de derechos humanos, hacen pensar que los efectos de la incursión son de muy difícil predicción.
Será este ataque el comienzo del fin del terrorismo en medio oriente y en el mundo?....o servirá para el fermento y la multiplicación de una red planetaria intersticial y heterogénea con un “heroico” y “mártir” conductor: abstracto, ubicuo e inmortal. Eso sin olvidar que el difunto ya debe estar re-encarnado entre nosotros.
Me ha parecido sugestivo, muy sugestivo! terminar estas líneas con una breve recordación. En el final de la formidable película “Apocalipsis now” el rebelde coronel kurtz, protagonizado por Marlon Brando, le pregunta al agente militar enviado para ejecutarlo porque aceptó la misión. El encargado responde “ soy un soldado”. El coronel kurtz replica algo así como- “ no existen soldados, usted es un asesino!. Luego ya agonizando, murmura entre sus labios ensangrentados:...”horror....horror....horror...”
Gregorio Baremblitt
Es bastante notable que el pueblo argentino (dicho de la manera más empírica y menos “comprobable” posible), ostente una cierta tendencia necrofílica, que entre sus variados síntomas, muestra una especial predisposición a transformar los cadáveres de las víctimas de conflictos políticos en banderas bélicas. Entre los argentinos es conocida la célebre sentencia de un poeta acerca del exilio de los restos mortales de un dictador. El presidente rosas, un tirano “nacionalista”, que mandó a matar a la mayoría de los caudillos de las provincias, que eran sus opositores, e impuso una servidumbre generalizada de todo el territorio nacional al gobierno central.
Desde que ese dictador fue vencido, destituido y deportado, y murió en el exilio, sus partidarios mantenían un interminable combate por la vuelta de sus restos al país. El poeta al que nos referíamos, decididamente anti rosista, escribió “ni el polvo de tus huesos la américa tendrá”. -porqué el bardo, que era expresión de una interminable guerra civil argentina, enfatizaba en el destino del cadáver? Por una razón parecida a aquella que motivó una peregrinación del féretro de Eva perón por varios países, puesto que para que no fuese capturado por los militares argentinos y las organizaciones para militares y para policiales, era importantísimo que no se supiese donde estaba. La inexorable insistencia de sus partidarios y adoradores, consiguió por fin, en un momento de “tregua”, que los restos de la fallecida retornaran al país y tuviesen digno sepelio. No obstante, eso no impidió que posteriormente la tumba fuese violentada y los restos profanados
Porque esa enconada contienda en torno de un cadáver? Eva Perón muerta, con o sin sus restos mortales encabezando a sus huestes, debía producir el mismo efecto emblemático de aglutinación y continuación de la lucha en pro de los valores que esa mujer propugnó en vida. Pero no!, los argentinos sentían que, además de un derecho indiscutible post mortem de ser enterrada en su patria, el cadáver de Evita, lo que quedaba del cuerpo físico de la líder de un importante y contradictorio proceso político, era de insubstituible valor para la continuidad de los movimientos que defendían sus ideales.
Otro caso es el del general José de San Martín, un indiscutible héroe de la liberación argentina y de “medio continente” (como dice una canción argentina) de la dominación española. El libertador murió exiliado en una localidad francesa y su ataúd fue repatriado muchos años después y exhibido en un solemne mausoleo. Esa reparación histórica, no impidió que “los desconocidos de siempre” profanaran el sepulcro y robasen el sable del libertador, símbolo de su colosal empresa histórica.
Para no cansar al lector, terminemos muy incompletamente este relato recordando que Borges, considerado por muchos como el mayor literato de lengua española de todos los tiempos, profundamente descontento con la tesitura política populista de la argentina durante un largo período de su vida, exigió ser enterrado en Suiza, donde residía exilado por propia voluntad. Dada la inmensa importancia de su obra, es posible que el célebre escritor, sensible conocedor de la necrofilia argentina, quisiese evitar cualquier “uso” político su cadáver. Tal vez la decisión de “exilar” sus restos quería ser, en si misma, una lección ético-política para ciertos argentinos.
Pues bien: esa necrofilia argentina, que tiene como parte fundamental la disputa en torno de si (él) o (la) fallecidos (as) continúan o no estando vivos de cierta mágica manera, ha sido considerado por la mayoría de los analistas políticos, en su duplicidad. Por un lado no se puede negar que se trata de un síntoma de “patología” histórica, por el otro es un componente logístico de una guerra perenne. Tal vez sea, como afirman célebres autores, “la verdad implícita en todo delirio”.
El sangriento régimen de la dictadura militar argentina, y aunque con otro sentido militante libertario, las organizaciones y movimientos de defensa de los derechos humanos, han protagonizado una larga y desigual batalla. los militares, en su gran mayoría integrantes y defensores de las oligarquías y las elites reaccionarias argentinas, insisten en denominar a las víctimas del genocidio nacional (30.000) como “desaparecidos”...y sus cuerpos como “irrecuperables” (eufemismo para ilícitamente capturados, torturados, y asesinados sin proceso ni defensa algunos, empleando la forma “aeronáutica” antes descripta, además de muchas otras).
Entre esos movimientos y organizaciones, se destaca, con proporciones gigantescas, el de “las madres de la plaza de mayo” que acusan a los mencionados criminales de guerra, y exigen la devolución de sus hijos “desaparecidos”, no solo en cuerpo presente, sino vivos. Las madres no han aceptado amnistías, ni “indemnizaciones”, y ni siquiera la condena de los jefes de la “desaparición” les ha hecho arriar su bandera. Esa exigencia de las madres tiene, entre otros importantísimos efectos políticos de avanzada, el sentido de denunciar la mentira y la criminalidad de los verdugos, pero también su impotencia para ocultarla, porque 30.000 personas no desaparecen sin dejar rastro alguno en un país que, en aquella época, tenía treinta millones de habitantes.
Por todo lo dicho, es evidente que el mencionado procedimiento de “extravío” marino usado para matar y “ocultar” cuidadosamente esos “desaparecidos” tenía, entre otros, un sentido judiciario y uno político. En todo caso de homicidio, la localización de los restos mortales de la víctima es una evidencia crucial para el fallo y la condena; pero además es un ícono de enorme peso en la lucha política.. Eso ha sido y es inveterada y mundialmente así, véase sino las gigantescas matanzas que ocurrieron y ocurren en torno al supuesto santo sepulcro, al santo sudario etc. no es de descartar que la necrofilia argentina tenga grandes componentes religiosos (la separación constitucional entre la iglesia católica y el estado argentino dejan mucho que desear). No obstante la citada perversión tiene una pregnancia y una motivación extraordinaria y poli causada en ese país.
Es importante señalar que, salvo algún que otro hallazgo, los cuerpos de los desaparecidos argentinos jamás aparecerán. Es claro que eso no fue ni será prueba de la inocencia de las corporaciones militares-policiales, ni de los grupos carniceros tales como “las tres a” y tantos otros para-militares y para-policiales. Por el contrario, la consigna y la militancia de las madres de plaza de mayo así como de grupos y movimientos afines, mucho más allá de haber conseguido, como lo hicieron, la condena de los jefes homicidas, tendrá un efecto imperecedero. Los “desaparecidos” se han tornado una especie de espada de Damocles ético-política fantasma que pesa eterna e inexorablemente sobre todas las fuerzas, entidades y equipamientos que detentan un poder que estructural o eventualmente pretendan repetir sus crímenes hediondos. Pese a todo eso, es importante recordar que la historia se empeña en enseñarnos que se puede ser criminal sin castigo alguno, dependiendo de la fuerza de que se disponga. Es alrededor de éste punto que giran las observaciones de éstas líneas.
Los Estados Unidos de América del norte, la primera democracia burguesa que se fundó en el mundo y también la mayor potencia económica, tecno científica y bélica del mundo actual, es un paradigma de lo que arriba describimos.
Después de haber perpetrado el genocidio de los indios que poblaban su territorio, de ser el país que más “importó” negros africanos para esclavizarlos, de asesinarse entre hermanos en una tremenda guerra civil que dejó un millón de muertos, de despojar por asalto a su vecino del sur: Méjico, de la cuarta parte de sus tierras, de freír innecesariamente a 200.000 civiles en Hiroshima y Nagasaki, de apoyar a decenas de tiranos y dictadores que le servían en los cinco continentes, de haber invadido impunemente países como panamá y granada, de haber financiado una tentativa de invasión de cuba y de haberse apropiado del “ control” de más de una tercera parte del mundo en yalta y durante la guerra fría....nos “sorprende “ en las últimas décadas con nuevas hazañas del mismo cuño.
Derrotado vergonzosamente en el Vietnam, “empatado” ignominiosamente en Corea, en Laos, Camboya etc. nunca dejó de cuidar sus intereses petrolíferos, de gas y de piedras preciosas en medio oriente y en áfrica subsariana.
En una cantidad de países de ésas áreas, además de apoyar en todos los aspectos las monarquías y las dictaduras que le eran aliadas, armó y entrenó a los ejércitos y milicias locales contra contingentes de opositores, contra la ocupación soviética y contra todo impulso de autonomía.
Como es sabido y reconocido, atacó en dos oportunidades al Irak. La primera (guerra del golfo) debido a que Irak había invadido Kuwait y el peligro era el de que los EEUU perdiesen su dominio sobre el petróleo de ese país. La segunda fue la invasión perpetrada por los EEUU en Irak debido a una supuesta construcción, por parte del dictador s. Hussein, de armas atómicas. A esa acusación se sumó la de que Irak alojaba y protegía a Osama Bin Landen y los suyos. Los ataques se perpetraron sin aprobación del consejo de seguridad de la ONU y las acusaciones se demostraron completamente falsas, apenas “racionalizaciones” (mentiras descaradas) del presidente Bush. jr. Para asegurarse la provisión preferencial del petróleo de ese país. Dicho ataque destruyó importantes segmentos de la infraestructura iraquí y mató miles de civiles y soldados de las partes en conflicto (además de increíbles violaciones de los derechos humanos). Está demás decir que la base norteamericana en Irak continúa sediada y que la ocupación militar yanqui continúa sin haber conseguido pacificar ese país. La ocupación norteamericana continuó por Afganistán, con características parecidas a las de Irak y culminó con la misión del comando que mató a Osama Bin Laden, principal enemigo fundamentalista de los EEUU. Conductor del peor episodio terrorista registrado en la historia de la nación del norte. Si esa intromisión fue combinada o no con los pakistaníes (que muy probablemente no necesitaban del protagonismo americano para esa ejecución)., es difícil de saber. Lo que parece claro es que no fue principalmente por las fotos de satélite ni aviones no tripulados que se averiguó el paradero del terrorista. Es mucho más factible que lo que principalmente actuó en ésa localización fueron los billones de dólares que Pakistán recibe de los EEUU anualmente así como los 25 millones de recompensa que se obsequió a quien denunciase la presencia del terrorista.
Es sabido que, en oriente medio y el norte de áfrica, se están deflagrando amplias y persistentes insurrecciones de masas contra gobiernos absolutistas: monárquicos, teocráticos y dictatoriales o pseudo democráticos implantados por elecciones fraudulentas. El panorama es complejo porque esos conflictos internos que enfrentan masas populares con gobiernos represores y corruptos, no son pasibles de análisis maniqueos. El triunfo de cualquiera de las partes, en todos esos levantes, no garantiza, en ningún caso, el nacimiento de un auténtica democracia, sea representativa o, en la cúspide de las expectativas, democracias directas.
Los conflictos étnico-religiosos (árabes y no árabes, xiitas, sunitas, kurdos, cristianos, israelíes y laicos), se intrincan con los ataques entre sirios y libaneses, las facciones contra y pro usa, pro o contra Israel. Por otra parte, esa mescolanza incluye la gran diferencia entre partidarios de la lucha armada y negociadores pacifistas, fuerzas armadas gubernamentales y guerrillas o organizaciones terroristas, potencias efectivamente atómicas como Israel o Pakistán ( o firmes aspirantes, como irán) y otros muy mal armados tales como los palestinos. Eso todo sea dicho sin tratar de entender demasiado refinadamente, las alianzas de países árabes o africanos con las nuevas potencias: China, Rusia,India, Brasil, África del sud y otras no tan prominentes.
Entre tanto, las operaciones de llegada de nuevos contingentes militares a los escenarios bélicos de medio oriente, provenientes de los EEUU, Francia, Inglaterra, Canadá y otros, están contribuyendo de prisa para la decadencia de la ONU, de los pactos internacionales universales como los de la convención de ginebra, y la influencia de los diversos tribunales de derechos humanos.
Ahora bien: las atrocidades que fueron y son cometidas, por los armamentos y por los soldados americanos en Irak, no han sido ni son siquiera debidamente denunciadas, ni investigadas, mucho menos punidas; a las mismas hay que agregar las perpetradas en Afganistán, e, indirectamente en el Yemen, Siria, Egipto, ´Libia, Sudán etc., países en plena convulsión en el que los Estados Unidos apoyan a veces a los gobiernos tiránicos dinásticos, a veces a diferentes sectores subversivos y a veces a los dos lados al mismo tiempo. El criterio no consiste en ayudar a quien ético-políticamente lo merece, sino a quien eventualmente puede triunfar y cuidar de los negocios americanos. Obviamente, los otros “lados” provisoria y aparentemente fuera del conflicto, hacen algo parecido. Un caso interesante, en ese sentido fue el de Egipto, cuyo gobierno era aliado incondicional de usa y, al mismo tiempo contrabandeaba mísiles para los palestinos a través de la red de túneles que subyacía a sus fronteras. También el ejemplo que ya mencionamos, de Pakistán puede ser ilustrativo. Las autoridades pakistaníes, no solo deben haber dado las coordenadas para el ataque, sino que permitieron que el comando yanqui que efectuó la operación residiese un buen tiempo en una casa próxima a la de Bin Laden y su grupo para “familiarizarse“ con la escena del asalto. Desde luego el gobierno pakistaní declaró solemnemente que “la próxima vez que tropas extranjeras invadan el territorio pakistaní sin consentimiento del gobierno, tendrán que enfrentar graves consecuencias”.
Creo que podemos llegar ahora a la pieza de ficción que yo entiendo como hiperrealista. Concordando con el raciocinio de muchos analistas contemporáneos. Se dice que el modo como los marines cumplieron con su misión y la manera como ese episodio histórico fue informado por la prensa mundial tiene una tónica obscena y cínica, y justamente, no por eso, menos verdadera.
Obama y su enorme corte de redes, de entidades, de organizaciones, de equipamientos, de asesores, consultores y voceros propios y aliados también ha rastreado al “enemigo público número uno” valiéndose, sin escrúpulo ni ocultamiento alguno, de las informaciones obtenidas de los miembros de Al Qaeda sometidos a meses de torturas en una prisión, Guantánamo, que además mantuvo detenidos a muchos inocentes y fue severamente acusada de ilegalidad por numerosos organismos internacionales oficiales y civiles.
Pero, formando parte esencial de esa tragicomedia, el gobierno de los EEUU declara o no discorda de quien declara: 1) que con la excepción de un guarda en un puesto de avanzada, ningún de los ocupantes de la casa invadida estaba armado en el momento del ataque. 2) que Osama Bin Laden fue dominado y estaba sano y vivo cuando fue ejecutado, al igual que su hijo menor y otro pariente 3) que la residencia fue objeto de fuego cerrado siendo que alojaba a niños y mujeres indefensos (supuestamente usados como escudos humanos siendo que una mujer fue herida) cuyo destino (hasta ahora, una semana después de la operación, es desconocido). 3) el cadáver de Osama, según se afirma muy deformado por disparo efectuados contra su cabeza, “fue tratado con los procedimientos y velado con el ceremonial que la tradición mahometana prescribe”, siendo que esa “respetuosa despedida” incluyó el traslado del cuerpo mar adentro en un lugar desconocido del océano, donde fue arrojado. La noticia del éxito de la misión, desde luego militarmente necesaria, fue tratada en un tono mesurado “porque el gobierno de los EEUU no deseaba que una exposición de las fotografías (y seguramente de la filmación) de la ejecución y del estado del cadáver, pudiese dar la impresión de que un componente de ufanismo vengativo alterase la tesitura mesurada que caracteriza a la gran democracia del norte. También cabía esa esplendorosa modalidad de “entierro”, para que no fuese localizable un lugar donde el cuerpo de terrorista fuese situado y transformable en la meca de los terroristas del planeta.
Permita el lector que el autor de estas líneas declare, con dudoso humorismo, su orgullo y satisfacción al constatar que el procedimiento empleado para producción de “desaparecidos” parece haber sido parcialmente aprendido por el gobierno y las fuerzas armadas de los Estados Unidos de Norteamérica de la dictadura argentina.. Los proyectos camelot cóndor, planeado y asesorado y co-ejecutado por los EEUU, que operó durante más de quince años en países de Latinoamérica se nutrió también de la inventiva de los asesinos locales fardados o no. entre esas joyas de la estrategia, la sepultura en el océano, probablemente creación argentina, ha recibido, con esta acción contra el terror, el estatus de modelo de la intrepidez militar represiva de las Américas.
La legislación brasileña define como crimen hediondo a todo aquel que se perpetra contra un ser humano oportunamente indefenso y por motivaciones que se acercan al ejercicio de una pura crueldad.
Muchos comentaristas afirman que horroroso ataque que aquí comento, fue un golpe mortal para el terrorismo mundial.
La historia dirá que papel cumplió esa ejecución de un indefenso y la posterior ofensa, no menos hedionda, al cuerpo muerto de un criminal político. Las declaraciones oficiales y las de los comentaristas sostienen, contradictoriamente, que tanto Al Qaeda como su líder, tenían una influencia muy restricta en las luchas por la independencia de los países de oriente medio y el norte de áfrica. Por otro lado sostienen que la decapitación del movimiento de ese líder será de enorme importancia en la desarticulación de la red que presidía. Del mismo modo, se sostiene que el merecido castigo (no la venganza, es claro!) al siniestro artífice del 11 de septiembre, compactará al pueblo americano en el combate al terrorismos y dará un nuevo temple a la espada del guerrero yanqui.
Las reacciones de los más diversos segmentos anti-americanos comprometidos en los conflictos de esa triste región, así como los de una gran cantidad de organizaciones de derechos humanos, hacen pensar que los efectos de la incursión son de muy difícil predicción.
Será este ataque el comienzo del fin del terrorismo en medio oriente y en el mundo?....o servirá para el fermento y la multiplicación de una red planetaria intersticial y heterogénea con un “heroico” y “mártir” conductor: abstracto, ubicuo e inmortal. Eso sin olvidar que el difunto ya debe estar re-encarnado entre nosotros.
Me ha parecido sugestivo, muy sugestivo! terminar estas líneas con una breve recordación. En el final de la formidable película “Apocalipsis now” el rebelde coronel kurtz, protagonizado por Marlon Brando, le pregunta al agente militar enviado para ejecutarlo porque aceptó la misión. El encargado responde “ soy un soldado”. El coronel kurtz replica algo así como- “ no existen soldados, usted es un asesino!. Luego ya agonizando, murmura entre sus labios ensangrentados:...”horror....horror....horror...”
Gregorio Baremblitt
La Verguenza
LOS SENTIMIENTOS, COMO LOS SOMBREROS ( VÉASE MI ESTOCADA ANTERIOR) A VECES NO SE PONEN DE MODA NUNCA, A VECES SE PONEN DE MODA Y A VECES PASAN DE MODA. AUNQUE LAS MODAS VUELVEN , PARECE QUE HAY ALGUNAS QUE AMENAZAN CON NO VOLVER JAMÁS.
UNO DE ESOS SENTIMIENTOS ES LA VERGÜENZA. ME HA PARECIDO OBSERVAR QUE ACTUALMENTE, LAVERGÜENZA ES CONSIDERADA UNA ESPECIE DE SÍNTOMA, O DE ENFERMEDAD. SE HABLA, ES CLARO, DE "SINVERGÜENZA", PERO CON MUY POCA CONVICCIÓN, CASI COMO SI NO SE SUPIESE BIEN QUE SE QUIERE DECIR CON ESA ACUSACIÓN.
SENTIR VERGÜENZA,Y MÁS AÚN MANIFESTARLA, HACERLA PERCEPTIBLE, ES ALGO QUE ESTÁ FUERA DE MODA, INDEPENDIENTEMENTE DE QUE LA RAZÓN POR LA CUAL SE LA SIENTE Y/O SE LA EXPRESA MEREZCA EXPERIMENTAR TAL AFECTO.
HACE TIEMPO ME CONTARON UNA ANÉCDOTA QUE ME PARECIÓ MUY REVELADORA, AL MISMO TIEMPO QUE GRACIOSA.
SE PREGUNTA: "UD. SABE CUAL ES LA DIFERENCIA ENTRE UN VENDEDOR ARGENTINO Y OTRO BRASILERO CUANDO UD. LO SORPRENDE DANDOLE UN VUELTO ( TROCO) DE MENOS DELIBERADAMENTE?
ANTE SU RECLAMACIÓN EL VENDEDOR ARGENTINO ( TAL VEZ UN PORTEÑO) PROBABLEMENTE ÁDOPTARÁ UNA ACTITUD DE FALSAMENTE OFENDIDO Y ADOPTANDO UN TONO PARANOIDE LE DIRÁ;"UD. ME ESTÁ ACUSANDO DE ROBARLE EN EL VUELTO? COMO SE ATREVE A INSULTARME DE ESA MANERA?! TOME SU DINERO Y DEVUÉLVAME INMEDIATAMENTE LA MERCADERÍA QUE LE VENDÍ, NO QUIERO NINGÚN NEGOCIO CON UD!.
EL CITADO VENDEDOR, NO SOLO QUE NO SIENTE VERGÜENZA ALGUNA , SINO QUE MANIOBRA COMO PARA QUE EL AVERGONZADO SEA EL COMPRADOR: POR RECLAMAR AQUELLO SOBRE LO QUE TIENE DERECHO!
ENTRETANTO, EL VENDEDOR BRASILERO, MÁS ILUSTRATIVAMENTE UN CARIOCA, CUADO UD. LE LLAMA LA ATENCIÓN ACERCA DE QUE LE ESTÁ DANDO VUELTO DE MENOS PRESENTARÁ UNA AMPLIA Y PÍCARA SONRISA Y LE PREGUNTARÁ CON CARA DE CÓMPLICE "UD. TAMBIÉN SE DIÓ CUENTA?! NINGUNA VERGÜENZA ESTÁ SIENDO ESPERADA, DE LO QUE SE TRATA ES DEL PLACER DE COMPROBAR QUE UD. HA COMPARTIDO UN JUEGO CUYA GRACIA CONSISTE, TANTO EN QUE UD NO PERCIBA EL ROBO ( Y EL LADRÓN SE DIVIERTA Y BENEFICIE A SUS COSTAS), COMO QUE UD. LO ADVIERTA Y LOS DOS PARTICIPEN DE LA DIVERSIÓN DE UNA BROMA "COMPARTIDA". SI UD. NO PIERDE LA PACIENCIA, EL VENDEDOR LE DIRÁ;"AQUI ESTÁ EL VUELTO QUE FALTABA Y LO FELICITO POR SU BUEN HUMOR".
HAY ÁMBITOS, POR EJEMPLO EL DE LA POLÍTICA BRASILERA, EN QUE LA VERGÜENZA SE HA CONVERTIDO EN UNA ESPECIE DE ANTIGÜEDAD CASI TOTALMENTE OLVIDADA. LOS POLÍTICOS ASUMEN CARGOS PARA LOS QUE NO ESTÁN MÍNIMAMENTE CAPACITADOS Y QUE LE SON DADOS POR INTERCAMBIO DE COMPLICIDADES VARIAS. PARA SUBSANAR EL PROBLEMA DE LA IGNORANCIA, NOMBRAN ASESORES QUE, O SON FAMILIARES SUYOS, O AMANTES, O AMIGOS O CUALQUIER COSA MENOS UN CONSEJERO CONOCEDOR DEL TEMA POR EL CUAL SE LO CONVOCA Y NOMBRA. CUANDO ESO ES DESCUBIERTO ( SI ALGUNA VEZ FUÉ OCULTADO), SE APELA A EXPLICACIONES DEL TIPO DE " SE TRATA DE UN CARGO DE CONFIANZA, Y EN QUIÉN PUEDO TENER MÁS CONFIANZA, POR EJEMPLO QUE EN MI AHIJADA O EN MI PRIMERA ESPOSA QUE ME ATORMENTA CON LA PENSIÓN QUE DEBO A MIS HIJOS?"
HA SIDO EJEMPLAR LA LUCHA DE LOS PARLAMENTARES PARA QUE LA LEY DE LA "FICHA LIMPIA" NO AFECTASE A LOS QUE IBAN A EJERCER SU CARGO DURANTE ESTE AÑO DE 2011. FUERON ACUSADOS Y/O PROCESADOS O NO, PERO ESO TENDRÁ VALOR EL AÑO QUE VIENE, ESTE AÑO , SINVERGÜENZA, ES SAGRADO!
EL CASO EN EL QUE SE SOSPECHABA QUE UN PARLAMENTAR ELECTO ERA ANALFABETO NO DEBÍA IMPORTAR VERGÜENZA ALGUNA.
NO SE PRECISA SER LETRADO PARA PERCIBIR LA SINVERGÜENZA REINANTE EN LAS HONORABLES CÁMARAS!
EL PRESIDENTE LULA DIJO UNA VEZ ACERCA DEL PARLAMENTO QUE ESTABA POBLADO POR 3OO SINVERGÜENZAS! EL PRIMER MANDATARIO CONSIGUIÓ COVERNAR DOS PERÍODOS PRESIDENCIALES CON ESE PARALAMENTO! DECIDIDAMENTE, LA VERGÜENZA NO ESTA DE MODA!
GREGORIO BAREMBLITT
A vergonha
Os sentimentos, como os chapéus ( ver a minha estocada anterior) às vezes não estão na moda nunca, às vezes estão na moda ,e as vezes, estão fora de moda. Ainda que as modas voltem, parece que há algumas que ameaçam não voltar jamais.
Um desses sentimentos é a vergonha. Observei que atualmente, a vergonha é considerada uma espécie de sintoma ou de enfermidade. Fala-se, claro, de “sem vergonha”, mas com pouca convicção, quase como se não soubesse bem o que se quer dizer com essa acusação.
Sentir vergonha e ainda mais, manifestá-la, fazê-la perceptível, é algo que está fora de moda; independentemente de que a razão pela qual se sente e/ou a expressa mereça experimentar tal afeto.
Faz algum tempo, contaram-me uma estória que me pareceu muito reveladora, ao mesmo tempo divertida. Perguntaram-me: “O Sr. sabe qual é a diferença entre um vendedor argentino e um brasileiro quando é surpreendido dando um troco menor deliberadamente?
Diante de sua reclamação o vendedor argentino (talvez um portenho) provavelmente adotará uma atitude de estar falsamente ofendido e adotando um tom paranóico lhe dirá: “ O Sr. está me acusando de roubar o seu troco? Como se atreve a me insultar dessa maneira? Tome o seu dinheiro e me devolva imediatamente a mercadoria que lhe vendi, não quero nenhum negócio com o Sr”. O vendedor citado, não só que não sente vergonha alguma, senão que manobra para que o envergonhado seja o comprador: por reclamar aquilo que tem direito!
Entretanto, o vendedor brasileiro, mais ilustrativamente um carioca, quando é chamado a atenção acerca de que está lhe dando um troco menor, apresentará um amplo e pícaro sorriso e lhe perguntará com cara de cúmplice: “O Sr. também se deu conta?!. Nenhuma vergonha está sendo esperada, o que se trata é do prazer de comprovar que a pessoa compartiu um jogo cuja graça consiste, tanto no que não se perceba o roubo ( o ladrão se divirta e se beneficie a suas custas), como que seja advertido e os dois participem da diversão de uma piada “compartilhada”. Se não se perde a paciência, o vendedor lhe dirá: “ Aqui está o troco que faltava e dou parabéns pelo seu bom humor.
Há âmbitos, por exemplo, o da política brasileira, em que a vergonha se converteu em uma espécie de antiguidade quase totalmente esquecida. Os políticos assumem cargos para os quais não estão minimamente capacitados e que lhe são dados por intercâmbios de várias cumplicidades. Para sanar o problema da ignorância, nomeiam assessores que, ou são seus familiares, ou amantes, ou amigos ou qualquer coisa, menos um conselheiro conhecedor do tema pelo qual foi convocado e nomeado. Quando isso é descoberto (se é que alguma vez foi ocultado), apela-se a explicações do tipo: “Trata-se de um cargo de confiança, e em quem posso ter mais confiança, por exemplo, que em minha afilhada ou em minha primeira esposa que me atormenta com a pensão que devo a meus filhos?”
Foi exemplar a luta dos parlamentares para que a lei da “ficha limpa” não afetasse aos que iam exercer seu cargo durante este ano de 2011. Foram acusados e/ ou processados ou não, mas isso terá valor o ano que vem. Este ano, sem vergonha, é sagrado!
O caso em que se suspeitava que um parlamentar eleito era analfabeto não deveria importar, não era vergonha nenhuma. Não precisa ser letrado para perceber a falta de vergonha reinante nas honoráveis câmaras!
O presidente Lula disse uma vez, acerca do parlamento, que estava povoado por 300 sem vergonhas! O primeiro mandatário conseguiu governar dois períodos presidenciais com esse parlamento! Decididamente, a vergonha não está na moda!
GREGORIO BAREMBLITT
UNO DE ESOS SENTIMIENTOS ES LA VERGÜENZA. ME HA PARECIDO OBSERVAR QUE ACTUALMENTE, LAVERGÜENZA ES CONSIDERADA UNA ESPECIE DE SÍNTOMA, O DE ENFERMEDAD. SE HABLA, ES CLARO, DE "SINVERGÜENZA", PERO CON MUY POCA CONVICCIÓN, CASI COMO SI NO SE SUPIESE BIEN QUE SE QUIERE DECIR CON ESA ACUSACIÓN.
SENTIR VERGÜENZA,Y MÁS AÚN MANIFESTARLA, HACERLA PERCEPTIBLE, ES ALGO QUE ESTÁ FUERA DE MODA, INDEPENDIENTEMENTE DE QUE LA RAZÓN POR LA CUAL SE LA SIENTE Y/O SE LA EXPRESA MEREZCA EXPERIMENTAR TAL AFECTO.
HACE TIEMPO ME CONTARON UNA ANÉCDOTA QUE ME PARECIÓ MUY REVELADORA, AL MISMO TIEMPO QUE GRACIOSA.
SE PREGUNTA: "UD. SABE CUAL ES LA DIFERENCIA ENTRE UN VENDEDOR ARGENTINO Y OTRO BRASILERO CUANDO UD. LO SORPRENDE DANDOLE UN VUELTO ( TROCO) DE MENOS DELIBERADAMENTE?
ANTE SU RECLAMACIÓN EL VENDEDOR ARGENTINO ( TAL VEZ UN PORTEÑO) PROBABLEMENTE ÁDOPTARÁ UNA ACTITUD DE FALSAMENTE OFENDIDO Y ADOPTANDO UN TONO PARANOIDE LE DIRÁ;"UD. ME ESTÁ ACUSANDO DE ROBARLE EN EL VUELTO? COMO SE ATREVE A INSULTARME DE ESA MANERA?! TOME SU DINERO Y DEVUÉLVAME INMEDIATAMENTE LA MERCADERÍA QUE LE VENDÍ, NO QUIERO NINGÚN NEGOCIO CON UD!.
EL CITADO VENDEDOR, NO SOLO QUE NO SIENTE VERGÜENZA ALGUNA , SINO QUE MANIOBRA COMO PARA QUE EL AVERGONZADO SEA EL COMPRADOR: POR RECLAMAR AQUELLO SOBRE LO QUE TIENE DERECHO!
ENTRETANTO, EL VENDEDOR BRASILERO, MÁS ILUSTRATIVAMENTE UN CARIOCA, CUADO UD. LE LLAMA LA ATENCIÓN ACERCA DE QUE LE ESTÁ DANDO VUELTO DE MENOS PRESENTARÁ UNA AMPLIA Y PÍCARA SONRISA Y LE PREGUNTARÁ CON CARA DE CÓMPLICE "UD. TAMBIÉN SE DIÓ CUENTA?! NINGUNA VERGÜENZA ESTÁ SIENDO ESPERADA, DE LO QUE SE TRATA ES DEL PLACER DE COMPROBAR QUE UD. HA COMPARTIDO UN JUEGO CUYA GRACIA CONSISTE, TANTO EN QUE UD NO PERCIBA EL ROBO ( Y EL LADRÓN SE DIVIERTA Y BENEFICIE A SUS COSTAS), COMO QUE UD. LO ADVIERTA Y LOS DOS PARTICIPEN DE LA DIVERSIÓN DE UNA BROMA "COMPARTIDA". SI UD. NO PIERDE LA PACIENCIA, EL VENDEDOR LE DIRÁ;"AQUI ESTÁ EL VUELTO QUE FALTABA Y LO FELICITO POR SU BUEN HUMOR".
HAY ÁMBITOS, POR EJEMPLO EL DE LA POLÍTICA BRASILERA, EN QUE LA VERGÜENZA SE HA CONVERTIDO EN UNA ESPECIE DE ANTIGÜEDAD CASI TOTALMENTE OLVIDADA. LOS POLÍTICOS ASUMEN CARGOS PARA LOS QUE NO ESTÁN MÍNIMAMENTE CAPACITADOS Y QUE LE SON DADOS POR INTERCAMBIO DE COMPLICIDADES VARIAS. PARA SUBSANAR EL PROBLEMA DE LA IGNORANCIA, NOMBRAN ASESORES QUE, O SON FAMILIARES SUYOS, O AMANTES, O AMIGOS O CUALQUIER COSA MENOS UN CONSEJERO CONOCEDOR DEL TEMA POR EL CUAL SE LO CONVOCA Y NOMBRA. CUANDO ESO ES DESCUBIERTO ( SI ALGUNA VEZ FUÉ OCULTADO), SE APELA A EXPLICACIONES DEL TIPO DE " SE TRATA DE UN CARGO DE CONFIANZA, Y EN QUIÉN PUEDO TENER MÁS CONFIANZA, POR EJEMPLO QUE EN MI AHIJADA O EN MI PRIMERA ESPOSA QUE ME ATORMENTA CON LA PENSIÓN QUE DEBO A MIS HIJOS?"
HA SIDO EJEMPLAR LA LUCHA DE LOS PARLAMENTARES PARA QUE LA LEY DE LA "FICHA LIMPIA" NO AFECTASE A LOS QUE IBAN A EJERCER SU CARGO DURANTE ESTE AÑO DE 2011. FUERON ACUSADOS Y/O PROCESADOS O NO, PERO ESO TENDRÁ VALOR EL AÑO QUE VIENE, ESTE AÑO , SINVERGÜENZA, ES SAGRADO!
EL CASO EN EL QUE SE SOSPECHABA QUE UN PARLAMENTAR ELECTO ERA ANALFABETO NO DEBÍA IMPORTAR VERGÜENZA ALGUNA.
NO SE PRECISA SER LETRADO PARA PERCIBIR LA SINVERGÜENZA REINANTE EN LAS HONORABLES CÁMARAS!
EL PRESIDENTE LULA DIJO UNA VEZ ACERCA DEL PARLAMENTO QUE ESTABA POBLADO POR 3OO SINVERGÜENZAS! EL PRIMER MANDATARIO CONSIGUIÓ COVERNAR DOS PERÍODOS PRESIDENCIALES CON ESE PARALAMENTO! DECIDIDAMENTE, LA VERGÜENZA NO ESTA DE MODA!
GREGORIO BAREMBLITT
A vergonha
Os sentimentos, como os chapéus ( ver a minha estocada anterior) às vezes não estão na moda nunca, às vezes estão na moda ,e as vezes, estão fora de moda. Ainda que as modas voltem, parece que há algumas que ameaçam não voltar jamais.
Um desses sentimentos é a vergonha. Observei que atualmente, a vergonha é considerada uma espécie de sintoma ou de enfermidade. Fala-se, claro, de “sem vergonha”, mas com pouca convicção, quase como se não soubesse bem o que se quer dizer com essa acusação.
Sentir vergonha e ainda mais, manifestá-la, fazê-la perceptível, é algo que está fora de moda; independentemente de que a razão pela qual se sente e/ou a expressa mereça experimentar tal afeto.
Faz algum tempo, contaram-me uma estória que me pareceu muito reveladora, ao mesmo tempo divertida. Perguntaram-me: “O Sr. sabe qual é a diferença entre um vendedor argentino e um brasileiro quando é surpreendido dando um troco menor deliberadamente?
Diante de sua reclamação o vendedor argentino (talvez um portenho) provavelmente adotará uma atitude de estar falsamente ofendido e adotando um tom paranóico lhe dirá: “ O Sr. está me acusando de roubar o seu troco? Como se atreve a me insultar dessa maneira? Tome o seu dinheiro e me devolva imediatamente a mercadoria que lhe vendi, não quero nenhum negócio com o Sr”. O vendedor citado, não só que não sente vergonha alguma, senão que manobra para que o envergonhado seja o comprador: por reclamar aquilo que tem direito!
Entretanto, o vendedor brasileiro, mais ilustrativamente um carioca, quando é chamado a atenção acerca de que está lhe dando um troco menor, apresentará um amplo e pícaro sorriso e lhe perguntará com cara de cúmplice: “O Sr. também se deu conta?!. Nenhuma vergonha está sendo esperada, o que se trata é do prazer de comprovar que a pessoa compartiu um jogo cuja graça consiste, tanto no que não se perceba o roubo ( o ladrão se divirta e se beneficie a suas custas), como que seja advertido e os dois participem da diversão de uma piada “compartilhada”. Se não se perde a paciência, o vendedor lhe dirá: “ Aqui está o troco que faltava e dou parabéns pelo seu bom humor.
Há âmbitos, por exemplo, o da política brasileira, em que a vergonha se converteu em uma espécie de antiguidade quase totalmente esquecida. Os políticos assumem cargos para os quais não estão minimamente capacitados e que lhe são dados por intercâmbios de várias cumplicidades. Para sanar o problema da ignorância, nomeiam assessores que, ou são seus familiares, ou amantes, ou amigos ou qualquer coisa, menos um conselheiro conhecedor do tema pelo qual foi convocado e nomeado. Quando isso é descoberto (se é que alguma vez foi ocultado), apela-se a explicações do tipo: “Trata-se de um cargo de confiança, e em quem posso ter mais confiança, por exemplo, que em minha afilhada ou em minha primeira esposa que me atormenta com a pensão que devo a meus filhos?”
Foi exemplar a luta dos parlamentares para que a lei da “ficha limpa” não afetasse aos que iam exercer seu cargo durante este ano de 2011. Foram acusados e/ ou processados ou não, mas isso terá valor o ano que vem. Este ano, sem vergonha, é sagrado!
O caso em que se suspeitava que um parlamentar eleito era analfabeto não deveria importar, não era vergonha nenhuma. Não precisa ser letrado para perceber a falta de vergonha reinante nas honoráveis câmaras!
O presidente Lula disse uma vez, acerca do parlamento, que estava povoado por 300 sem vergonhas! O primeiro mandatário conseguiu governar dois períodos presidenciais com esse parlamento! Decididamente, a vergonha não está na moda!
GREGORIO BAREMBLITT
terça-feira, 3 de maio de 2011
"El sombrero de mi abuela"
Hay un proverbio que dice que, si guarda el sobrero de mi abuela por 50 años, el mismo volverá a ponerse de moda en la actualidad.
Estoy cansado de saber que los "iniciados" y los "expertos" en moda me calificarán de insensible y tal vez de ignorante por no ser una admirador de las modas, sea cual sea el campo en el que ellas operen. Desde luego para mí la peor de todas es la moda del vestido y de sus accesorios, tal como está magistralmente descripta en el filme " pret a porter".
No ignoro que hay una inmensa mayoría de la humanidad que adora producir e implantar, así como adoptar diversos tipos de moda. el dicho brasilero:"maría va con las otras" tiene una leve y profunda sabiduría irónica, en especial si recordamos la santidad de ese nombre.
El umbral que delimita la moda y que la distingue de los fenómenos de "contagio" y expansión cultural de una creencia o una costumbre es indefinido. Por esa razón soy vulnerable a la objeción de que hay "modas" que son providenciales para las sociedades, por ejemplo la "moda" de algunas denuncias de delitos políticos, de exigencias legales y/o éticas y de solidaridad colectivas vehiculizadas por los medios informáticos.
Estoy consciente de que proponer una diferenciación que reserve para la propagación de una idea o de una acción histórica considerándola deseable una denominación que nada tiene que ver con la moda puede ser arbitraria; por ejemplo algo que esté servicio, digamos, de la paz universal y que requiere una definición distintiva (agenciamiento colectivo o máquina de guerra, como dirían Deleuze y Guattari) puede ser en varias ocasiones, cuestión de punto de vista, valores, o lo que es peor, cuestión de "opinión". Pero me parece obvio que la "opinión" misma es una moda y que existe la opinión de que el componente " modoso", definido, no es necesariamente maligno, sino inocuo, fugaz, costoso y repetitivo porque es propio de una supuesta " naturaleza humana".
Podemos aceptar esa evaluación siendo que para ello tengamos que justipreciar de la misma manera a los excesos propios de sectores de la cultura urbana actual tales como la indispensabilidad de la bebida alcohólica, del tabaco y otros tóxicos como componente indispensable para toda y cualquier reunión festiva.
Lo que a mí me parece aclarar un poco las cosas es que, en el capitalismo planetario en crisis de redistribución del poder económico y caída de la taza de producción de plus valía, resulta imperioso transformar todo bien corporal o incorpóreo en mercadería y la mercadería es substancialmente inseparable de la producción de su demanda como moda. Apenas en carácter de ilustración, diré que algunos historiadores afirman que nunca será posible delimitar con alguna precisión cuanto intervino en la propagación revolucionaria del impulso libertario de los pueblos, por ejemplo, del este europeo, la "voluntad" del consumo superfluo y vulgarizado ( los Mac Donald, los shows de música ensordecedora y el paseo por el shopping).
En Brasil, por ejemplo, existe una terminología muy usada para referirse a las legislaciones que la población no cumple. Se dice que " esa ley no pegó". es obvio que algunas de esas leyes no deberían pegar para el bien de la comunidad ( por ejemplo las jubilaciones millonarias de los tataranietos de militares o de congresistas). Es difícil de sintetizar la variedad de "razones por la cuales " una ley no pega". Algunas leyes (pocas) no pegan, porque son claramente favorables a la explotación, la dominación y la mistificación de fuerzas, movimientos, grupos, clases o individuos de segmentos minoritarios singulares, o de aún de mayorías estadísticas multitudinarias.
Pero otras leyes no pegan porque las llamadas "bases" no fueron debidamente consultadas o las leyes no fueron debidamente difundidas y explicadas a la población.
En última instancia que una ley no pegue es, independientemente de su contenido, una importante expresión de que una organización sin leyes, apenas con acuerdos colectivos continuados, puede ser una alternativa a experimentar, ya que el legalismo ha fracasado tanto en el mundo.
Al entender de muchos pensamientos sensatos, la idea de que la moda es un inerradicable se debe a la moda que sostiene que la "naturaleza" del deseo inconsciente de la subjetividad, es insaciable porque en realidad carece de objeto.....se trata de una moda que "pega" mucho en los viciados en modas por-las-modas y en los profesionales que lucran ( plus valía de saber, de honorarios y prestigio) con la atención a ese tipo de sujeto " modoso".
Puede ser que con el tiempo, el sombrero de mi abuela entre de nuevo en la moda. Sinceramente declaro que yo lo guardo por el deseo y por el interés, no de venderlo caro ni de que mi mujer, o las mujeres en general lo usen...sino porque será un ídolo fundamentada y objetivamente cuestionado.
Como para mi todos los dioses son ídolos, y no veo acontecer esa tan mentada " muerte de dios" nietzscheana, las culturas están cada vez mas contaminadas de dioses (es una moda), tendré la satisfacción justa de todo iconoclasta (a no ser que ese gozo sea también una moda).
Gregorio baremblitt
o chapéu de minha avó
Há um provérbio que diz que caso eu guarde o chapéu de minha avó por 50 anos, ele voltará a estar na moda na atualidade.
Estou cansado de saber que os “iniciados” e os “experts” em moda me qualificarão de insensível e talvez de ignorante, por não ser um admirador das modas, em qualquer campo que elas atuem. Claro que para mim, a pior de todas é a moda do vestido e seus acessórios, tal como está magistralmente descrita no filme “ pret a porter”.
Não ignoro que haja uma imensa maioria da humanidade que adora produzir e implantar, assim como adotar, diversos tipos de moda. o dito brasileiro: “Maria vai com as outras” , tem uma leve e profunda sabedoria irônica, especialmente, se recordarmos a santidade desse nome; um brasileiro me dizia brincando: “ aqui só da Maria”. Uma moda assim é um recurso infalível para a propagação de uma crença.
O princípio que delimita a moda e que a distingue dos fenômenos de “contágio” e expansão cultural de uma crença ou um costume é indefinido. Por essa razão, sou vulnerável a objeção de que há “modas” que são providenciais para as sociedades, por exemplo, a “moda” de algumas denúncias de delitos políticos ou a de exigências legais e/ou éticas de solidariedade coletiva, veiculadas pelos meios informáticos.
Estou consciente de que propor uma diferenciação que reserve para a propagação de uma idéia ou de uma ação histórica, considerando-a desejável, uma denominação que nada tem a ver com a moda, pode ser arbitrária. Por exemplo, algo que esteja a serviço, digamos, da paz universal e que requeira uma definição diferenciada (“agenciamento coletivo de enunciação ou máquina de guerra”, como diriam Deleuze e Guattari) pode ser, em várias ocasiões, questão de ponto de vista, valores, ou o que é pior, questão de “opinião”. Porém, parece-me óbvio que a “opinião” em si é uma moda e que existe a opinião de que o componente “modismo” definido, não é necessariamente maligno, mas sim inócuo, fugaz, custoso e repetitivo porque é próprio de uma suposta “natureza humana”.
Podemos aceitar essa avaliação sendo que, para isso, tenhamos que avaliar da mesma maneira os próprios excessos de setores da cultura urbana atual como a necessidade da bebida alcoólica, do cigarro e outros tóxicos como componente indispensável para toda e qualquer reunião festiva.
O que me parece necessário para esclarecer um pouco as coisas é que no capitalismo planetário em crise de redistribuição do poder econômico e queda da taxa de produção da mais valia, é imperioso transformar todo bem corpóreo ou incorpóreo em mercadoria -e a mercadoria é substancialmente inseparável da produção de sua demanda como moda. Apenas em caráter ilustrativo, direi que alguns historiadores afirmam que nunca será possível delimitar com alguma precisão, o quanto interveio na propaganda revolucionária do impulso libertário dos povos, por exemplo, do leste europeu , a “vontade do consumo supérfluo e vulgarizado ( os Mac Donald′s, os shows de música ensurdecedoura e o passeio pelo shopping.)
No brasil, por exemplo, existe uma terminologia muito usada para se referir às legislações que a população não cumpre. diz-se que “essa lei não colou”. é óbvio que algumas dessas leis não deveriam colar para o bem da comunidade (por exemplo, as aposentadorias milionárias dos tetranetos de militares ou de congressistas). É difícil sintetizar a variedade de “razões pelas quais” , uma lei não cola”. algumas leis ( poucas) não colam, porque são claramente favoráveis à exploração, à dominação e à mistificação de forças, movimentos, grupos ou classes ou indivíduos de segmentos minoritários singulares, ou ainda, de maiorias estatísticas de multidões.
Mas, outras leis não colam porque as chamadas “bases” não foram devidamente consultadas ou as leis não foram devidamente difundidas e explicadas para a população.
Em última instância, que uma lei não cole é, independentemente de seu conteúdo, uma importante expressão de que é uma organização sem leis, apenas com continuados acordos coletivos, pode ser uma alternativa a ser experimentada, já que o legalismo fracassou tanto no mundo.
No entendimento de muitos pensamentos sensatos, a idéia de que a moda não pode ser erradicada, se deve a essa moda que sustenta que a “natureza” do desejo inconsciente da subjetividade, é insaciável, porque na realidade, carece de objeto... essa explicação em verdade ‘e uma moda que “pega” muito nos viciados em moda pela moda e nos profissionais que lucram (mais valia de saber, de honorários e prestígio) com a atenção “psi” a esse tipo de sujeito de “ modismo”.
Pode ser que com o tempo, o chapéu de minha avó entre de novo na moda. Sinceramente declaro que eu o guardo pelo desejo e pelo interesse, não de vendê-lo caro nem de que minha mulher, ou as mulheres em geral, usem-no, mas sim porque será um ídolo fundamentado e objetivamente questionado.
Como para mim, todos os deuses são ídolos, e não vejo acontecer essa tão comentada “ morte de deus” nietzschiana, (as culturas estão cada vez mais poluídas de deuses - é uma moda) , terei a justa satisfação de todo iconoclasta ( a não ser que esse gozo seja também uma moda).
Estoy cansado de saber que los "iniciados" y los "expertos" en moda me calificarán de insensible y tal vez de ignorante por no ser una admirador de las modas, sea cual sea el campo en el que ellas operen. Desde luego para mí la peor de todas es la moda del vestido y de sus accesorios, tal como está magistralmente descripta en el filme " pret a porter".
No ignoro que hay una inmensa mayoría de la humanidad que adora producir e implantar, así como adoptar diversos tipos de moda. el dicho brasilero:"maría va con las otras" tiene una leve y profunda sabiduría irónica, en especial si recordamos la santidad de ese nombre.
El umbral que delimita la moda y que la distingue de los fenómenos de "contagio" y expansión cultural de una creencia o una costumbre es indefinido. Por esa razón soy vulnerable a la objeción de que hay "modas" que son providenciales para las sociedades, por ejemplo la "moda" de algunas denuncias de delitos políticos, de exigencias legales y/o éticas y de solidaridad colectivas vehiculizadas por los medios informáticos.
Estoy consciente de que proponer una diferenciación que reserve para la propagación de una idea o de una acción histórica considerándola deseable una denominación que nada tiene que ver con la moda puede ser arbitraria; por ejemplo algo que esté servicio, digamos, de la paz universal y que requiere una definición distintiva (agenciamiento colectivo o máquina de guerra, como dirían Deleuze y Guattari) puede ser en varias ocasiones, cuestión de punto de vista, valores, o lo que es peor, cuestión de "opinión". Pero me parece obvio que la "opinión" misma es una moda y que existe la opinión de que el componente " modoso", definido, no es necesariamente maligno, sino inocuo, fugaz, costoso y repetitivo porque es propio de una supuesta " naturaleza humana".
Podemos aceptar esa evaluación siendo que para ello tengamos que justipreciar de la misma manera a los excesos propios de sectores de la cultura urbana actual tales como la indispensabilidad de la bebida alcohólica, del tabaco y otros tóxicos como componente indispensable para toda y cualquier reunión festiva.
Lo que a mí me parece aclarar un poco las cosas es que, en el capitalismo planetario en crisis de redistribución del poder económico y caída de la taza de producción de plus valía, resulta imperioso transformar todo bien corporal o incorpóreo en mercadería y la mercadería es substancialmente inseparable de la producción de su demanda como moda. Apenas en carácter de ilustración, diré que algunos historiadores afirman que nunca será posible delimitar con alguna precisión cuanto intervino en la propagación revolucionaria del impulso libertario de los pueblos, por ejemplo, del este europeo, la "voluntad" del consumo superfluo y vulgarizado ( los Mac Donald, los shows de música ensordecedora y el paseo por el shopping).
En Brasil, por ejemplo, existe una terminología muy usada para referirse a las legislaciones que la población no cumple. Se dice que " esa ley no pegó". es obvio que algunas de esas leyes no deberían pegar para el bien de la comunidad ( por ejemplo las jubilaciones millonarias de los tataranietos de militares o de congresistas). Es difícil de sintetizar la variedad de "razones por la cuales " una ley no pega". Algunas leyes (pocas) no pegan, porque son claramente favorables a la explotación, la dominación y la mistificación de fuerzas, movimientos, grupos, clases o individuos de segmentos minoritarios singulares, o de aún de mayorías estadísticas multitudinarias.
Pero otras leyes no pegan porque las llamadas "bases" no fueron debidamente consultadas o las leyes no fueron debidamente difundidas y explicadas a la población.
En última instancia que una ley no pegue es, independientemente de su contenido, una importante expresión de que una organización sin leyes, apenas con acuerdos colectivos continuados, puede ser una alternativa a experimentar, ya que el legalismo ha fracasado tanto en el mundo.
Al entender de muchos pensamientos sensatos, la idea de que la moda es un inerradicable se debe a la moda que sostiene que la "naturaleza" del deseo inconsciente de la subjetividad, es insaciable porque en realidad carece de objeto.....se trata de una moda que "pega" mucho en los viciados en modas por-las-modas y en los profesionales que lucran ( plus valía de saber, de honorarios y prestigio) con la atención a ese tipo de sujeto " modoso".
Puede ser que con el tiempo, el sombrero de mi abuela entre de nuevo en la moda. Sinceramente declaro que yo lo guardo por el deseo y por el interés, no de venderlo caro ni de que mi mujer, o las mujeres en general lo usen...sino porque será un ídolo fundamentada y objetivamente cuestionado.
Como para mi todos los dioses son ídolos, y no veo acontecer esa tan mentada " muerte de dios" nietzscheana, las culturas están cada vez mas contaminadas de dioses (es una moda), tendré la satisfacción justa de todo iconoclasta (a no ser que ese gozo sea también una moda).
Gregorio baremblitt
o chapéu de minha avó
Há um provérbio que diz que caso eu guarde o chapéu de minha avó por 50 anos, ele voltará a estar na moda na atualidade.
Estou cansado de saber que os “iniciados” e os “experts” em moda me qualificarão de insensível e talvez de ignorante, por não ser um admirador das modas, em qualquer campo que elas atuem. Claro que para mim, a pior de todas é a moda do vestido e seus acessórios, tal como está magistralmente descrita no filme “ pret a porter”.
Não ignoro que haja uma imensa maioria da humanidade que adora produzir e implantar, assim como adotar, diversos tipos de moda. o dito brasileiro: “Maria vai com as outras” , tem uma leve e profunda sabedoria irônica, especialmente, se recordarmos a santidade desse nome; um brasileiro me dizia brincando: “ aqui só da Maria”. Uma moda assim é um recurso infalível para a propagação de uma crença.
O princípio que delimita a moda e que a distingue dos fenômenos de “contágio” e expansão cultural de uma crença ou um costume é indefinido. Por essa razão, sou vulnerável a objeção de que há “modas” que são providenciais para as sociedades, por exemplo, a “moda” de algumas denúncias de delitos políticos ou a de exigências legais e/ou éticas de solidariedade coletiva, veiculadas pelos meios informáticos.
Estou consciente de que propor uma diferenciação que reserve para a propagação de uma idéia ou de uma ação histórica, considerando-a desejável, uma denominação que nada tem a ver com a moda, pode ser arbitrária. Por exemplo, algo que esteja a serviço, digamos, da paz universal e que requeira uma definição diferenciada (“agenciamento coletivo de enunciação ou máquina de guerra”, como diriam Deleuze e Guattari) pode ser, em várias ocasiões, questão de ponto de vista, valores, ou o que é pior, questão de “opinião”. Porém, parece-me óbvio que a “opinião” em si é uma moda e que existe a opinião de que o componente “modismo” definido, não é necessariamente maligno, mas sim inócuo, fugaz, custoso e repetitivo porque é próprio de uma suposta “natureza humana”.
Podemos aceitar essa avaliação sendo que, para isso, tenhamos que avaliar da mesma maneira os próprios excessos de setores da cultura urbana atual como a necessidade da bebida alcoólica, do cigarro e outros tóxicos como componente indispensável para toda e qualquer reunião festiva.
O que me parece necessário para esclarecer um pouco as coisas é que no capitalismo planetário em crise de redistribuição do poder econômico e queda da taxa de produção da mais valia, é imperioso transformar todo bem corpóreo ou incorpóreo em mercadoria -e a mercadoria é substancialmente inseparável da produção de sua demanda como moda. Apenas em caráter ilustrativo, direi que alguns historiadores afirmam que nunca será possível delimitar com alguma precisão, o quanto interveio na propaganda revolucionária do impulso libertário dos povos, por exemplo, do leste europeu , a “vontade do consumo supérfluo e vulgarizado ( os Mac Donald′s, os shows de música ensurdecedoura e o passeio pelo shopping.)
No brasil, por exemplo, existe uma terminologia muito usada para se referir às legislações que a população não cumpre. diz-se que “essa lei não colou”. é óbvio que algumas dessas leis não deveriam colar para o bem da comunidade (por exemplo, as aposentadorias milionárias dos tetranetos de militares ou de congressistas). É difícil sintetizar a variedade de “razões pelas quais” , uma lei não cola”. algumas leis ( poucas) não colam, porque são claramente favoráveis à exploração, à dominação e à mistificação de forças, movimentos, grupos ou classes ou indivíduos de segmentos minoritários singulares, ou ainda, de maiorias estatísticas de multidões.
Mas, outras leis não colam porque as chamadas “bases” não foram devidamente consultadas ou as leis não foram devidamente difundidas e explicadas para a população.
Em última instância, que uma lei não cole é, independentemente de seu conteúdo, uma importante expressão de que é uma organização sem leis, apenas com continuados acordos coletivos, pode ser uma alternativa a ser experimentada, já que o legalismo fracassou tanto no mundo.
No entendimento de muitos pensamentos sensatos, a idéia de que a moda não pode ser erradicada, se deve a essa moda que sustenta que a “natureza” do desejo inconsciente da subjetividade, é insaciável, porque na realidade, carece de objeto... essa explicação em verdade ‘e uma moda que “pega” muito nos viciados em moda pela moda e nos profissionais que lucram (mais valia de saber, de honorários e prestígio) com a atenção “psi” a esse tipo de sujeito de “ modismo”.
Pode ser que com o tempo, o chapéu de minha avó entre de novo na moda. Sinceramente declaro que eu o guardo pelo desejo e pelo interesse, não de vendê-lo caro nem de que minha mulher, ou as mulheres em geral, usem-no, mas sim porque será um ídolo fundamentado e objetivamente questionado.
Como para mim, todos os deuses são ídolos, e não vejo acontecer essa tão comentada “ morte de deus” nietzschiana, (as culturas estão cada vez mais poluídas de deuses - é uma moda) , terei a justa satisfação de todo iconoclasta ( a não ser que esse gozo seja também uma moda).
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
"EL EXTRAÑO LUGAR DE LA CRÍTICA EN EL CAPITALISMO PLANETARIO INTEGRADO"
Partimos de la base de que el capitalismo planetario integrado, con un modo de producción capitalista libremente competitivo, un régimen político democrático representativo y una cultura de autonomía de pensamiento y expresión, no existe plenamente en parte alguna.
No se trata apenas de que la enorme mayoría de los países del mundo no están ni siquiera cerca de lo que se acostumbra a llamar social democracias, se trata de que la tónica dominante en el mundo actual es el neoliberalismo, productiva, gobernamental, cultural y subjetivamente hegemónico, imperialista, belicista etc.
En un panorama asi, entre otras infamias inumerables se cuenta una muy interesante. La lógica y la ética falsas de la "libre competición" hace que cada uno haga la propaganda necesaria para "vender su pez", siempre que se abstenga de atacar demasiado frontalmente a la mercadería o servicio de los otros concurrentes. La crítica, especialmente cuando se trata de críticas combativas e intensas, es inmediatamente encuadrada como " competencia desleal", es decir, una mercadería más que, para venderse, ataca anti-eticamente a los concurrentes.
Esa definición descalificadora genera una decadencia de la crítica, a no ser de aquella que critica obviedades o de la que critica la crítica auténticamente revolucionaria.
Parece mentira, pero ese sofisma da bastante resultado!
GREGORIO BAREMBLITT
No se trata apenas de que la enorme mayoría de los países del mundo no están ni siquiera cerca de lo que se acostumbra a llamar social democracias, se trata de que la tónica dominante en el mundo actual es el neoliberalismo, productiva, gobernamental, cultural y subjetivamente hegemónico, imperialista, belicista etc.
En un panorama asi, entre otras infamias inumerables se cuenta una muy interesante. La lógica y la ética falsas de la "libre competición" hace que cada uno haga la propaganda necesaria para "vender su pez", siempre que se abstenga de atacar demasiado frontalmente a la mercadería o servicio de los otros concurrentes. La crítica, especialmente cuando se trata de críticas combativas e intensas, es inmediatamente encuadrada como " competencia desleal", es decir, una mercadería más que, para venderse, ataca anti-eticamente a los concurrentes.
Esa definición descalificadora genera una decadencia de la crítica, a no ser de aquella que critica obviedades o de la que critica la crítica auténticamente revolucionaria.
Parece mentira, pero ese sofisma da bastante resultado!
GREGORIO BAREMBLITT
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
“El circo democrático”
Unas décadas atrás las ciencias sociales y políticas entendían por masa a un enorme conjunto informe e inexpresivo de individuos anónimos sin vínculo alguno entre si (véase la serialidad sartreana), o con una coherencia circunstancial y efímera. Essa noción de masa mal disimulaba su sinonimia con términos peyorativos tales como: plebe, muchedumbre, gentuza etc.
La división de la masa en clases sociales, o bien fue ignorada arbitraria y astutamente, o sus luchas fueron idealizadas como siendo “el motor de la historia”, o su validez fue cuestionada por una enorme dificultad para definirlas “científicamente”. Diferenciar todos esos nombres del conjunto difuso llamado “pueblo”, sigue siendo un desafío para el conocimiento.
Últimamente pensadores neo-revolucionarios han acuñado (o exhumado?) el concepto de multitud para la masa como significando una pluripotencialidad anárquica, imprevisible aunque no indeterminada.
Sea como sea que ese colectivo se caracterice y se defina, lo cierto es que, en las democracias constitucionales, la gran mayoría de sus componentes elije sus representantes gubernamentales indirectos mediante el voto, libre y secreto. Este procedimiento, que ha sido, si duda alguna, una conquista fundamental en la historia universal, no obstante, está lleno de defectos e insuficiencias.
Comenzando por el sugestivo hecho de que, en los países en que el voto no es obligatorio, el porcentaje de votantes, no demasiado raramente, es menor de cincuenta por ciento. Esa proporción de ausentes, sean cuales sean la causas de esa omisión, es un grave indicador de las deficiencias del régimen. Eso sea dicho teniendo en consideración que la sociedad civil (muy marcadamente el capital privado) tiene con el gobierno que ocupa el Estado complejas y vitales relaciones de poder.
Entre otros casos, sea el voto obligatorio o no, son conocidas en todo el mundo las maniobras de compra de votos, de clientelismo,
de caudillismo, de imposición autoritaria, de mito y megalomanía así como manipulación general publicitaria de las campañas electorales, fuertemente favorecidas por la ignorancia, analfabetismo y la fuerte tendencia a la corrupción de candidatos y electores.
Algunos de los vicios mas tristes y grotescos de ese estado de cosas, consiste en las alianzas políticas partidarias u otras claramente oportunistas, o en la opción de un candidato u otro en función de un aspecto no prioritario de su perfil y programa en detrimento de otras de sus propuestas, mucho más significativas para la sustentación de la vida de toda una sociedad.
Ante ese panorama, quien aspira a una civilización más justa, igualitaria y fraterna, teme encontrarse pronunciando diagnósticos apresurados del tipo de “Cada pueblo tiene el gobierno que se merece”, o “La función esencial del gobierno es convencer al pueblo de que es necesario y justificado”.
Una versión muy difundida de esa ética comicial es la asumida y pública asunción de un cinismo generalizado que excluye de las razones de un voto a cualquiera que contemple los intereses y deseos de la totalidad del electorado. Se vota a quien supuestamente contempla necesidades sectoriales exclusivas aunque las mismas no contemplen o conspiren contra lo que alguien llamó Felicidad Interna Homogénea Básica (FIHB).
El citado cinismo asumido tiene una dudosa virtud: ya no oculta la indiscutible verdad de que los gobiernos de la democracia representativa no “gobiernan para todos”, sino para el sector y los segmentos sociales que los llevaron al poder.
Gregorio Baremblitt
La división de la masa en clases sociales, o bien fue ignorada arbitraria y astutamente, o sus luchas fueron idealizadas como siendo “el motor de la historia”, o su validez fue cuestionada por una enorme dificultad para definirlas “científicamente”. Diferenciar todos esos nombres del conjunto difuso llamado “pueblo”, sigue siendo un desafío para el conocimiento.
Últimamente pensadores neo-revolucionarios han acuñado (o exhumado?) el concepto de multitud para la masa como significando una pluripotencialidad anárquica, imprevisible aunque no indeterminada.
Sea como sea que ese colectivo se caracterice y se defina, lo cierto es que, en las democracias constitucionales, la gran mayoría de sus componentes elije sus representantes gubernamentales indirectos mediante el voto, libre y secreto. Este procedimiento, que ha sido, si duda alguna, una conquista fundamental en la historia universal, no obstante, está lleno de defectos e insuficiencias.
Comenzando por el sugestivo hecho de que, en los países en que el voto no es obligatorio, el porcentaje de votantes, no demasiado raramente, es menor de cincuenta por ciento. Esa proporción de ausentes, sean cuales sean la causas de esa omisión, es un grave indicador de las deficiencias del régimen. Eso sea dicho teniendo en consideración que la sociedad civil (muy marcadamente el capital privado) tiene con el gobierno que ocupa el Estado complejas y vitales relaciones de poder.
Entre otros casos, sea el voto obligatorio o no, son conocidas en todo el mundo las maniobras de compra de votos, de clientelismo,
de caudillismo, de imposición autoritaria, de mito y megalomanía así como manipulación general publicitaria de las campañas electorales, fuertemente favorecidas por la ignorancia, analfabetismo y la fuerte tendencia a la corrupción de candidatos y electores.
Algunos de los vicios mas tristes y grotescos de ese estado de cosas, consiste en las alianzas políticas partidarias u otras claramente oportunistas, o en la opción de un candidato u otro en función de un aspecto no prioritario de su perfil y programa en detrimento de otras de sus propuestas, mucho más significativas para la sustentación de la vida de toda una sociedad.
Ante ese panorama, quien aspira a una civilización más justa, igualitaria y fraterna, teme encontrarse pronunciando diagnósticos apresurados del tipo de “Cada pueblo tiene el gobierno que se merece”, o “La función esencial del gobierno es convencer al pueblo de que es necesario y justificado”.
Una versión muy difundida de esa ética comicial es la asumida y pública asunción de un cinismo generalizado que excluye de las razones de un voto a cualquiera que contemple los intereses y deseos de la totalidad del electorado. Se vota a quien supuestamente contempla necesidades sectoriales exclusivas aunque las mismas no contemplen o conspiren contra lo que alguien llamó Felicidad Interna Homogénea Básica (FIHB).
El citado cinismo asumido tiene una dudosa virtud: ya no oculta la indiscutible verdad de que los gobiernos de la democracia representativa no “gobiernan para todos”, sino para el sector y los segmentos sociales que los llevaron al poder.
Gregorio Baremblitt
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
PRIVACIDADES, SIGILOS, INTIMIDADES Y OTRAS YERVAS
COMO ES ARCHISABIDO, MUCHAS RELIGIONES EXIGEN DE SUS AGENTES LA ABSTENCIÓN SEXUAL. ESA PROHIBICIÓN REQUIERE UNA VIGILANCIA SEVERA Y CONTINUA SOBRE LA VIDA SEXUAL Y AÚN SOBRE LA VIDA INTIMA( DICHO EN UN SENTIDO MUY AMPLIO) DE LOS CITADOS AGENTES.
CUANDO UN CIUDADANO ES ORDENADO EN ESA CONDICIÓN RELIGIOSA, SE COMPROMETE A ACEPTAR, EN PROPORCIONES VARIABLES, LA CITADA VIGILANCIA SOBRE SU PRIVACIDAD.
SEGÚN ME PARECE, LOS POLÍTICOS PROFESIONALES DEBERÍAN CONTRAER UN COMPROMISO SIMILAR Y ACEPTAR DE HECHO Y DE DERECHO QUE SU VIDA PERSONAL SEA CONSTANTEMENTE EXAMINADA. DESDE LUEGO SE TRATA DE UNA VIGILANCIA QUE AFECTE LOS CAMPOS, MANIFESTACIONES, ACTITUDES Y COMPORTAMIENTOS QUE CONCIERNEN, DE UNA MANERA DIRECTA O VARIABLEMENTE INDIRECTA, A SU MISIÓN COMO SERVIDOR DEL PUEBLO AL QUE REPRESENTA Y EN LO TÉRMINOS DE LA LEY EN VIGENCIA.
POR ESO ME RESULTAN RIDÍCULAS LAS CONTROVERSIAS ACERCA DE LOS CONFLICTOS ENTRE LA "FICHA LIMPIA" Y EL "DERECHO A LA INTIMIDAD O PRIVACIDAD" DE LOS GOBERNANTES O CANDIDATOS A GOBERNANTES.
DESDE LUEGO NO SE TRATA DE TORNAR PÚBLICA NI LA CUESTIÓN INVESTIGADA NI SUS RESULTADOS HASTA QUE NO SE HAYA CUMPLIDO CON TODOS LOS REQUISITOS PROCESUALES AL RESPECTO. TAMPOCO SE TRATA DE DENUNCIAR QUE CIERTO POLÍTICO PREFIERE COMER LANGOSTA A INGERIR FEIJOADA, SI PAGA SU PREFERENCIA CON EL SALARIO QUE LE CORREPONDE, NADA HAY QUE AVERIGUAR NI QUE DECLAMAR AL RESPECTO.
EN SUMA: LA TRANSPARENCIA EXIGIBLE A LOS POLÍTICOS PROFESIONALES DEBE SER EXTRAORDINARIAMENTE MAYOR QUE LA DEMANDADA DE LOS CIUDADANOS COMUNES, A PESAR DE ÉSTOS TAMBIÉN TENGAN OBLIGACIONES SUI GENERIS SOBRE EL PARTICULAR.
GREGORIO BAREMBLITT
CUANDO UN CIUDADANO ES ORDENADO EN ESA CONDICIÓN RELIGIOSA, SE COMPROMETE A ACEPTAR, EN PROPORCIONES VARIABLES, LA CITADA VIGILANCIA SOBRE SU PRIVACIDAD.
SEGÚN ME PARECE, LOS POLÍTICOS PROFESIONALES DEBERÍAN CONTRAER UN COMPROMISO SIMILAR Y ACEPTAR DE HECHO Y DE DERECHO QUE SU VIDA PERSONAL SEA CONSTANTEMENTE EXAMINADA. DESDE LUEGO SE TRATA DE UNA VIGILANCIA QUE AFECTE LOS CAMPOS, MANIFESTACIONES, ACTITUDES Y COMPORTAMIENTOS QUE CONCIERNEN, DE UNA MANERA DIRECTA O VARIABLEMENTE INDIRECTA, A SU MISIÓN COMO SERVIDOR DEL PUEBLO AL QUE REPRESENTA Y EN LO TÉRMINOS DE LA LEY EN VIGENCIA.
POR ESO ME RESULTAN RIDÍCULAS LAS CONTROVERSIAS ACERCA DE LOS CONFLICTOS ENTRE LA "FICHA LIMPIA" Y EL "DERECHO A LA INTIMIDAD O PRIVACIDAD" DE LOS GOBERNANTES O CANDIDATOS A GOBERNANTES.
DESDE LUEGO NO SE TRATA DE TORNAR PÚBLICA NI LA CUESTIÓN INVESTIGADA NI SUS RESULTADOS HASTA QUE NO SE HAYA CUMPLIDO CON TODOS LOS REQUISITOS PROCESUALES AL RESPECTO. TAMPOCO SE TRATA DE DENUNCIAR QUE CIERTO POLÍTICO PREFIERE COMER LANGOSTA A INGERIR FEIJOADA, SI PAGA SU PREFERENCIA CON EL SALARIO QUE LE CORREPONDE, NADA HAY QUE AVERIGUAR NI QUE DECLAMAR AL RESPECTO.
EN SUMA: LA TRANSPARENCIA EXIGIBLE A LOS POLÍTICOS PROFESIONALES DEBE SER EXTRAORDINARIAMENTE MAYOR QUE LA DEMANDADA DE LOS CIUDADANOS COMUNES, A PESAR DE ÉSTOS TAMBIÉN TENGAN OBLIGACIONES SUI GENERIS SOBRE EL PARTICULAR.
GREGORIO BAREMBLITT
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
AHOGADOS EN LA INDIGNACIÓN
LA INDIGNACIÓN FRENTE A LA INJUSTICIA HUMANA TIENE EL PROBLEMA DE QUE NO CONSIGUE OCUPARSE DE TANTOS HORRORES AL MISMO TIEMPO. CUANDO VEMOS LOS PROCEDIMIENTOS DE LA JUSTICIA IRANIANA SE NOS ENCOJE EL CORAZÓN...PERO AHÍ NOS VIENE A LA MENTE QUE, EN LA ACTUALIDAD, MÁS DE UN BILLÓN DE PERSONAS SUFREN DE HAMBRE EN EL MUNDO...Y QUE TREINTA Y CINCO MIL MUEREN DIARIAMENTE POR ESA CAUSA. ES SABIDO CON 0,08 % DEL PRODUCTI INTERNO BRUTO MUNDIAL ESE PROBLEMA SE ECUACIONARÍA. AUNQUE LA INDIGNACIÓN DE LOS BUENOS SEA MAYOR QUE LA CRUELDAD DE LOS MALOS, LAS DIMENSIONES DE LA CRUELDAD SUPERAN HASTA NUESTRA IMAGINACIÓN.
POR ESO NO HAY MAS RESISTENCIAS GLOBALES. HAY QUE ELEGIR UNA LUCHA, POR PEQUEÑA QUE SEA...Y DARLA A FONDO.
GREGORIO BAREMBLITT
POR ESO NO HAY MAS RESISTENCIAS GLOBALES. HAY QUE ELEGIR UNA LUCHA, POR PEQUEÑA QUE SEA...Y DARLA A FONDO.
GREGORIO BAREMBLITT
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
LOS DEBATES POLITICOS EN LA TV
El primer debate de los candidatos a la presidencia de la república del Brasil fueron, a mi entender, muy expresivos. Se dividieron claramente entre los que tienen reales posibilidades estadísticas de ser elegidos, los que tienen muy pocas, y los que no tienen casi ninguna.
En esa sucesión decreciente los candidatos mostraron creciente firmeza, convicción, transparencia y claridad. En otras palabras: los que hablaban para la mayoría fueron tibios e inexpresivos, los que se dirigían a pequeños sectores esclarecidos y a movimientos populares combativos fueron audaces, justos y valientes.
Esa distribución de disimulo para muchos y de sinceridad para pocos es una de las pruebas más flagrantes de la inutilidad de la Democracia Indirecta.
Por Gregorio Baremblitt
En esa sucesión decreciente los candidatos mostraron creciente firmeza, convicción, transparencia y claridad. En otras palabras: los que hablaban para la mayoría fueron tibios e inexpresivos, los que se dirigían a pequeños sectores esclarecidos y a movimientos populares combativos fueron audaces, justos y valientes.
Esa distribución de disimulo para muchos y de sinceridad para pocos es una de las pruebas más flagrantes de la inutilidad de la Democracia Indirecta.
Por Gregorio Baremblitt
"La difusión de lo escabroso"
Mucha gente se está preguntando porque la prensa oral escrita y visual le da peródicamente tanta importancia a crímenes llamados hediondos. A los mismos les dedica un tiempo y un espacio en los medios que, comparado con los que da a otras noticias de extrema importancia etica, moral y humanitaria, es extraordinario.
Los analistas han invocado toda clase de causas, razones y motivos, desde los más evidentes (el público se galvaniza con esos eventos y consume más mensajes al respecto), hasta los más sofisticados, como por ejemplo la satisfacción del sado-masoquismo de consumidor de noticias, que lo lleva a identificarse con los victimarios o con las víctimas del crimen.
Sin querer descatar ninguna de las hipótesis levantadas al respecto, desearía, en éstas pocas líneas, destacar ciertos rasgos que no me parecen suficientemente resaltados en las crónicas.
Buena parte de esos delitos envuelven, de muy diversas maneras, relaciones de parentezco; las mismas van desde las más estrechas (padre, madre, hijos,hermanos, marido, mujer, primos, tios etc), pasando por las de segundo orden (suegro, suegra, yerno, nuera etc)hasta llegar a las de tercer nivel, (como por ejemplo novios, novias, enamorados, enamoradas, amantes y demás).
En principio la cuestión parece simple: causa más horror y repugnancia (y por lo tanto más atracción), el crimen practicado entre miembros de las relaciones de parentezco (alianza y filiación), o de proximidad afectiva, que los perpetrados por "extraños" o entre "extraños".Ese grado de extrañeza crece por relación a la proximidad o distancia racial, nacional, geográfica y demás, tornándose un tema apasionante determinar cual llega ser el "mínimo" de identificación o el máximo de extañeza que es vivido con respecto a las violencias que aqui nos ocupan.
No pretendo que estos asuntos sean novedad alguna, sobre ese particular se han hecho inumerables estudios, especialmente antropológicos y psicosociales. No obstante, hay un aspecto que no me parece suficientemente enfatizado.
Se trata de que tal vez esos crimenes espantosos, espectacularmente subrayados por los medios de comunicación (y no necesariamente por los llamados "marrones'), recuerdan al receptor de las noticias la fragilidad de las relaciones de proximidad, la imperiosa exigencia de cuidarlas y de cultivarlas. Pero eso no es todo, ni siquiera lo más importante, porque si en el seno de las mismas pueden ocurrir hechos de tal ferocidad, los que suceden entre los congéneres más distantes, no solo no tienen dimensión comprensible y soportable, sino que seguramente no deben tener ninguna solución viable.
Toda ese teatro del horror acerca de los crimenes entre cercanos exacerba el ya dificultoso entendimiento de quien es "el prójimo" al que supuestamente debemos amar por igual, e igual que a nosotros mismos.
Gregorio Baremblitt
Los analistas han invocado toda clase de causas, razones y motivos, desde los más evidentes (el público se galvaniza con esos eventos y consume más mensajes al respecto), hasta los más sofisticados, como por ejemplo la satisfacción del sado-masoquismo de consumidor de noticias, que lo lleva a identificarse con los victimarios o con las víctimas del crimen.
Sin querer descatar ninguna de las hipótesis levantadas al respecto, desearía, en éstas pocas líneas, destacar ciertos rasgos que no me parecen suficientemente resaltados en las crónicas.
Buena parte de esos delitos envuelven, de muy diversas maneras, relaciones de parentezco; las mismas van desde las más estrechas (padre, madre, hijos,hermanos, marido, mujer, primos, tios etc), pasando por las de segundo orden (suegro, suegra, yerno, nuera etc)hasta llegar a las de tercer nivel, (como por ejemplo novios, novias, enamorados, enamoradas, amantes y demás).
En principio la cuestión parece simple: causa más horror y repugnancia (y por lo tanto más atracción), el crimen practicado entre miembros de las relaciones de parentezco (alianza y filiación), o de proximidad afectiva, que los perpetrados por "extraños" o entre "extraños".Ese grado de extrañeza crece por relación a la proximidad o distancia racial, nacional, geográfica y demás, tornándose un tema apasionante determinar cual llega ser el "mínimo" de identificación o el máximo de extañeza que es vivido con respecto a las violencias que aqui nos ocupan.
No pretendo que estos asuntos sean novedad alguna, sobre ese particular se han hecho inumerables estudios, especialmente antropológicos y psicosociales. No obstante, hay un aspecto que no me parece suficientemente enfatizado.
Se trata de que tal vez esos crimenes espantosos, espectacularmente subrayados por los medios de comunicación (y no necesariamente por los llamados "marrones'), recuerdan al receptor de las noticias la fragilidad de las relaciones de proximidad, la imperiosa exigencia de cuidarlas y de cultivarlas. Pero eso no es todo, ni siquiera lo más importante, porque si en el seno de las mismas pueden ocurrir hechos de tal ferocidad, los que suceden entre los congéneres más distantes, no solo no tienen dimensión comprensible y soportable, sino que seguramente no deben tener ninguna solución viable.
Toda ese teatro del horror acerca de los crimenes entre cercanos exacerba el ya dificultoso entendimiento de quien es "el prójimo" al que supuestamente debemos amar por igual, e igual que a nosotros mismos.
Gregorio Baremblitt
SIMULACROS DEMOCRÁTICOS
¿QUÉ ES UNA "VERDADERA" DEMOCRACIA?
SERÁ AQUELLA EN QUE LAS CLASES DE ESTADO: LA CLASE POLÍTICA, LA JUDICIARIA Y LA LEGISLATIVA ESTÁN PREOCUPADOS, EN PRIMER TÉRMINO POR SUS RESPECTIVAS CARRERAS, SALARIOS Y OTROS BENEFICIOS, PARA LO CUAL PRECISAN OBTENER VOTOS CON CUALQUIER CALIDAD DE RECURSOS Y SATISFACER A QUIEN PAGA ALTOS IMPUESTOS Y "CONTRIBUICIONES" DE CAMPAÑA?
DEMOCRACIA SERÁ AQUELLA EN QUE EL APARATO SINDICAL SE INTERESA PRIORITARIAMENTE EN COINCILIAR A LOS TRABAJADORES Y FUNCIONARIOS CON SUS RESPECTIVOS PATRONES Y CON EL ESTADO ( A BENEFICIO DE ÉSTOS ÚLTIMOS) PORQUE, EN ÚLTIMA INSTANCIA, EL TRABAJO ES LA CATEGORÍA QUE MÁS PODER Y PROVENTOS HA PERDIDO EN LOS ÚLTIMOS TREINTA AÑOS?
DEMOCRACIA SERÁ AQUELLA EN QUE LA PRENSA ORAL, ESCRITA Y VISUAL ESTÁN PREDOMINANTEMENTE DEDICADAS A DEFENDER LOS INTERESES DE LOS ANUNCIANTES Y A DIFUNDIR EL CONSUMISMO, EL SENSACIONALISMO, Y LAS FOFOCAS TENDENCIOSAS A FAVOR DEL PODER, DEL PRESTIGIO Y DEL DINERO DE LAS ELITES?
DEMOCRACIA SERÁ AQUELLA EN QUE EL CAPITAL INDUSTRIAL, AGROPECUARIO, FINANCIERO, COMERCIAL Y DE SERVICIOS CONSIGUEN COLOCAR EL ESTADO Y LA SOCIEDAD CIVIL A SERVICIO DE SU INCREMENTO EN DETRIMENTO DE TODO LOS DEMÁS, CON AYUDA DE TODOS LOS GRANDES SEGMENTOS ANTE MENCIONADOS?
DEMOCRACIA SERÁ LA QUE EDUCA PARA LA INSERCIÓN EN UN MERCADO DE TRABAJO EXCLUSIVAMENTE COMPETITIVO Y UTILITARIO QUE JAMÁS LE RESPONDERÁ CON LOS EMPLEOS QUE LOS FORMADOS DEMANDAN?.EDUCACIÓN SERÁ LA QUE INFICCIONADA POR EL MERCANTILISMO VENDE TÍTULOS AL MEJOR POSTOR, EXPLOTA A SUS MAESTROS, ESTUPIDIZA Y DESPOLITIZA A SUS ALUMNOS?
¿DEMOCRACIA SERÁ EL CAMPO DE CULTIVO DE UNA EPIDEMIA DE IGLESIAS QUE BANALIZA LO SAGRADO Y LO TRANSFORMA EN SERMONES PREFABRICADOS Y ROBOS JUSTIFICADOS DE DIEZMO?
¿DEMOCRACIA SERÁ LA QUE EXCLUYE A LOS MISERABLES Y POBRES, LOS DELINCUENTIZA Y LOS REPRIME POR MEDIOS GENOCIDAS O PACTA CON ELLOS MANCOMUNADAMENTE?
¿DEMOCRACIA SERÁ LA QUE DESTRUYE LA NATURALEZA PARA TRANSFORMARLA EN DINERO?
EL AUTOR DE ÉSTAS LÍNEAS ESTARÁ PROFUNDAMENTE AGRADECIDO A QUIEN LE PRESENTE UNA DEMOCRACIA QUE NO SEA COMO LA DESCRIPTA, PORQUE NUNCA HA CONOCIDO OTRA.
SERÁ AQUELLA EN QUE LAS CLASES DE ESTADO: LA CLASE POLÍTICA, LA JUDICIARIA Y LA LEGISLATIVA ESTÁN PREOCUPADOS, EN PRIMER TÉRMINO POR SUS RESPECTIVAS CARRERAS, SALARIOS Y OTROS BENEFICIOS, PARA LO CUAL PRECISAN OBTENER VOTOS CON CUALQUIER CALIDAD DE RECURSOS Y SATISFACER A QUIEN PAGA ALTOS IMPUESTOS Y "CONTRIBUICIONES" DE CAMPAÑA?
DEMOCRACIA SERÁ AQUELLA EN QUE EL APARATO SINDICAL SE INTERESA PRIORITARIAMENTE EN COINCILIAR A LOS TRABAJADORES Y FUNCIONARIOS CON SUS RESPECTIVOS PATRONES Y CON EL ESTADO ( A BENEFICIO DE ÉSTOS ÚLTIMOS) PORQUE, EN ÚLTIMA INSTANCIA, EL TRABAJO ES LA CATEGORÍA QUE MÁS PODER Y PROVENTOS HA PERDIDO EN LOS ÚLTIMOS TREINTA AÑOS?
DEMOCRACIA SERÁ AQUELLA EN QUE LA PRENSA ORAL, ESCRITA Y VISUAL ESTÁN PREDOMINANTEMENTE DEDICADAS A DEFENDER LOS INTERESES DE LOS ANUNCIANTES Y A DIFUNDIR EL CONSUMISMO, EL SENSACIONALISMO, Y LAS FOFOCAS TENDENCIOSAS A FAVOR DEL PODER, DEL PRESTIGIO Y DEL DINERO DE LAS ELITES?
DEMOCRACIA SERÁ AQUELLA EN QUE EL CAPITAL INDUSTRIAL, AGROPECUARIO, FINANCIERO, COMERCIAL Y DE SERVICIOS CONSIGUEN COLOCAR EL ESTADO Y LA SOCIEDAD CIVIL A SERVICIO DE SU INCREMENTO EN DETRIMENTO DE TODO LOS DEMÁS, CON AYUDA DE TODOS LOS GRANDES SEGMENTOS ANTE MENCIONADOS?
DEMOCRACIA SERÁ LA QUE EDUCA PARA LA INSERCIÓN EN UN MERCADO DE TRABAJO EXCLUSIVAMENTE COMPETITIVO Y UTILITARIO QUE JAMÁS LE RESPONDERÁ CON LOS EMPLEOS QUE LOS FORMADOS DEMANDAN?.EDUCACIÓN SERÁ LA QUE INFICCIONADA POR EL MERCANTILISMO VENDE TÍTULOS AL MEJOR POSTOR, EXPLOTA A SUS MAESTROS, ESTUPIDIZA Y DESPOLITIZA A SUS ALUMNOS?
¿DEMOCRACIA SERÁ EL CAMPO DE CULTIVO DE UNA EPIDEMIA DE IGLESIAS QUE BANALIZA LO SAGRADO Y LO TRANSFORMA EN SERMONES PREFABRICADOS Y ROBOS JUSTIFICADOS DE DIEZMO?
¿DEMOCRACIA SERÁ LA QUE EXCLUYE A LOS MISERABLES Y POBRES, LOS DELINCUENTIZA Y LOS REPRIME POR MEDIOS GENOCIDAS O PACTA CON ELLOS MANCOMUNADAMENTE?
¿DEMOCRACIA SERÁ LA QUE DESTRUYE LA NATURALEZA PARA TRANSFORMARLA EN DINERO?
EL AUTOR DE ÉSTAS LÍNEAS ESTARÁ PROFUNDAMENTE AGRADECIDO A QUIEN LE PRESENTE UNA DEMOCRACIA QUE NO SEA COMO LA DESCRIPTA, PORQUE NUNCA HA CONOCIDO OTRA.
OS DIREITOS E OS HUMANOS
(1) Os textos das sucessivas declarações dos Direitos Humanos nunca foram legalizados nem observados na sua totalidade nas legislações nacionais, constitucionais e outras. Isso não diminui o seu valor como norte a ser almejado pelas sociedades humanas do planeta.
(2) As citadas declarações não têm porque serem restritas a medidas supostamente específicas nem apenas indispensáveis. Elas podem e devem em cada versão, exprimir o maior número de itens possíveis e ainda, “descobrir” ou inventar cláusulas nunca pensadas, portanto, desconhecidas.
(3) Um desses Direitos consiste no livre acesso a verdade dos eventos que afetam ao coletivo em seu conjunto, assim como em cada uma de suas classes, grupos e sujeitos. As razões de Estado, de Religião, ou coorporativas que fazem transitoriamente não publicáveis fatos do interesse público tem que ser, no mínimo, compartilhadas com o Ministério Público
ou com outras entidades mais diretamente representativas que existam, para que elas se pronunciem reservadamente a respeito, assim como, em caso de concordar com um adiamento, este seja datado com uma maior proximidade possível.
(4) A verdade acerca dos delitos cometidos durante períodos de desobediência civil ou de guerra subversiva, quando já solidamente instalado o estado de direito, deve ser publicada de maneira exemplar incluindo os de todas as partes em conflito. Não obstante, para qualificar esses delitos, é preciso guiar-se, não apenas pela Constituição Nacional, ou pelo Direito Penal, senão pelas legislações internacionais de guerra, tais como a Convenção de Genebra e outras.
(5) O uso da violência armada, que em tempos “normais” é privilégio dos organismos de Estado correspondentes e que acontece nos eventos de luta de um segmento civil com um regime político e suas forças militares, a qualificação do delito e a aplicação da pena devem reger-se por uma legislação especial próxima, que é própria das confrontações bélicas. A mesma, passível de oportuna anistia, não pode perdoar, sob nenhum conceito, crimes como a continuação elenco só a título ilustrativo:
a) Tortura, (agravada ainda por homicídio) seja de combatentes ou de civis que supostamente os ajudam ou apóiam. Caso a ser duramente punido é o de tortura de mulheres grávidas, tortura de seus filhos na sua presença e rapto desses filhos para serem adotados por famílias de membros ou simpatizantes de um dos segmentos em conflito.
b) Rapto e tortura de civis inocentes, “desaparecimento” e assassinato, roubo ou destruição de seus pertences.
c) Execução sumária do inimigo, uma vez capturado e dominado, estando totalmente neutralizada sua periculosidade combativa.
d) Reclusão de inimigos capturados em condições subumanas e sem distinção da condição de delinquentes comuns e prisioneiros políticos.
6) A investigação e publicação das verdades do acontecido nessas confrontações, não implicam necessariamente a revogação de anistias já estabelecidas, mas obriga sim ao processo, e eventualmente, a condenação daqueles que tenham incorrido nos crimes acima elencados de acordo com a legislação internacional em vigência (como é, por exemplo, o caso do Ditador Pinochet e o da Junta Militar argentina).
7) As punições aplicadas por igual a todos os combatentes devem incluir restituição ou indenizações pelo roubo ou destruição deliberada do patrimônio de civis, ou pelo prejuízo moral e material. ocasionado à familiares dos executados, torturados ou desaparecidos perpetrados nas condições e figuras acima descritas.
8) As declarações dos Direitos Humanos, que deveriam conter direitos e deveres pétreos, equânimes e equitativos, o julgamento de cuja violação deveria ter sempre que ser julgado e punido, não exclui a consideração de agravantes, atenuantes ou de eximentes. Não obstante; “Dura lex sed lex”.
Por. Gregorio Baremblitt
(2) As citadas declarações não têm porque serem restritas a medidas supostamente específicas nem apenas indispensáveis. Elas podem e devem em cada versão, exprimir o maior número de itens possíveis e ainda, “descobrir” ou inventar cláusulas nunca pensadas, portanto, desconhecidas.
(3) Um desses Direitos consiste no livre acesso a verdade dos eventos que afetam ao coletivo em seu conjunto, assim como em cada uma de suas classes, grupos e sujeitos. As razões de Estado, de Religião, ou coorporativas que fazem transitoriamente não publicáveis fatos do interesse público tem que ser, no mínimo, compartilhadas com o Ministério Público
ou com outras entidades mais diretamente representativas que existam, para que elas se pronunciem reservadamente a respeito, assim como, em caso de concordar com um adiamento, este seja datado com uma maior proximidade possível.
(4) A verdade acerca dos delitos cometidos durante períodos de desobediência civil ou de guerra subversiva, quando já solidamente instalado o estado de direito, deve ser publicada de maneira exemplar incluindo os de todas as partes em conflito. Não obstante, para qualificar esses delitos, é preciso guiar-se, não apenas pela Constituição Nacional, ou pelo Direito Penal, senão pelas legislações internacionais de guerra, tais como a Convenção de Genebra e outras.
(5) O uso da violência armada, que em tempos “normais” é privilégio dos organismos de Estado correspondentes e que acontece nos eventos de luta de um segmento civil com um regime político e suas forças militares, a qualificação do delito e a aplicação da pena devem reger-se por uma legislação especial próxima, que é própria das confrontações bélicas. A mesma, passível de oportuna anistia, não pode perdoar, sob nenhum conceito, crimes como a continuação elenco só a título ilustrativo:
a) Tortura, (agravada ainda por homicídio) seja de combatentes ou de civis que supostamente os ajudam ou apóiam. Caso a ser duramente punido é o de tortura de mulheres grávidas, tortura de seus filhos na sua presença e rapto desses filhos para serem adotados por famílias de membros ou simpatizantes de um dos segmentos em conflito.
b) Rapto e tortura de civis inocentes, “desaparecimento” e assassinato, roubo ou destruição de seus pertences.
c) Execução sumária do inimigo, uma vez capturado e dominado, estando totalmente neutralizada sua periculosidade combativa.
d) Reclusão de inimigos capturados em condições subumanas e sem distinção da condição de delinquentes comuns e prisioneiros políticos.
6) A investigação e publicação das verdades do acontecido nessas confrontações, não implicam necessariamente a revogação de anistias já estabelecidas, mas obriga sim ao processo, e eventualmente, a condenação daqueles que tenham incorrido nos crimes acima elencados de acordo com a legislação internacional em vigência (como é, por exemplo, o caso do Ditador Pinochet e o da Junta Militar argentina).
7) As punições aplicadas por igual a todos os combatentes devem incluir restituição ou indenizações pelo roubo ou destruição deliberada do patrimônio de civis, ou pelo prejuízo moral e material. ocasionado à familiares dos executados, torturados ou desaparecidos perpetrados nas condições e figuras acima descritas.
8) As declarações dos Direitos Humanos, que deveriam conter direitos e deveres pétreos, equânimes e equitativos, o julgamento de cuja violação deveria ter sempre que ser julgado e punido, não exclui a consideração de agravantes, atenuantes ou de eximentes. Não obstante; “Dura lex sed lex”.
Por. Gregorio Baremblitt
terça-feira, 11 de maio de 2010
Adonde está “la fuerza”
Por Gregorio Baremblitt
Que me disculpen los “experts” pero muchas veces, no entender nada de uma especialidad permite hacerle preguntas que ella misma no se imaginaría. En este caso se trata de las interrogantes que surgen en los legos frente al grotesco contraste entre las dogmáticas afirmaciones de infalibilidad de los partidarios del neoliberalismo globalizado y la sucesión de desastres que afectan al “mundo” que adopta sus preceptos.
Desde la década de 1980 hasta la actualidad han declarado “moratoria” o “insolvencia” países de Centro y Sudamérica, de África, de Oriente Medio, del Sudeste asiático así como varios de la ex Unión Soviética. Más recientemente los Estados Unidos de Norte América pasaron por una incómoda crisis que los obligó a altísimos gastos extra que tuvieron que pagar con sus reservas y que por poco no llevan al mundo entero con ella. Después nos sorprendió la crisis de Islandia y actualmente enfrentamos la de Grecia que amenaza con desencadenar una en Portugal, España e Irlanda, comprometiendo a la Comunidad Europea que se había tornado un emblema de equilibrio, moderación y negociación en sus finanzas. Pero además tienen vigencia actualmente fragilidades decepciones económicas en países como Japón, Argentina y Venezuela, por no hablar de Haití, Chile y tantos otros castigados por desastres naturales. Por otra parte, los famosos “emergentes exitosos” como por ejemplo China, Brasil, India y Sud Àfrica continúan teniendo una horrorosa distribución de la renta, salarios vergonzosos, baja cualidad de vida, desocupación etc.
Ya conocemos las respuestas estereotipadas a inquietudes como éstas: “el Capitalismo es un sistema que evoluciona por crisis cíclicas”, “los países que gastan más de lo que ganan y los Estados que derrochan más de lo que recaudan, acaban por quebrar”, “los gobiernos que administran mal caen, pero los países no desaparecen”, “las crisis, aunque siempre acaben en concentración financiera, siempre acaban por superarse”.
En el ínterin las personas y sus familias que habían elevado su estatus socio-económico lo pierden, multitudes siguen muriendo de hambre y de enfermedades evitables, el mundo no se decide a prevenir seriamente la catástrofe que amenaza al planeta y nuevas modalidades de guerra y de delincuencia castigan al mundo entero.
La especie humana decididamente es la mas original mezcla de inteligencia con estupidez que se conoce en etología, pero hay momentos y productos de esa idiotez que parecen más espectaculares que otros. La amenaza atómica y el neo-liberalismo parecen merecer el Oscar de imbecilidad por lo menos en lo que va de los últimos cincuenta años.
Desde la década de 1980 hasta la actualidad han declarado “moratoria” o “insolvencia” países de Centro y Sudamérica, de África, de Oriente Medio, del Sudeste asiático así como varios de la ex Unión Soviética. Más recientemente los Estados Unidos de Norte América pasaron por una incómoda crisis que los obligó a altísimos gastos extra que tuvieron que pagar con sus reservas y que por poco no llevan al mundo entero con ella. Después nos sorprendió la crisis de Islandia y actualmente enfrentamos la de Grecia que amenaza con desencadenar una en Portugal, España e Irlanda, comprometiendo a la Comunidad Europea que se había tornado un emblema de equilibrio, moderación y negociación en sus finanzas. Pero además tienen vigencia actualmente fragilidades decepciones económicas en países como Japón, Argentina y Venezuela, por no hablar de Haití, Chile y tantos otros castigados por desastres naturales. Por otra parte, los famosos “emergentes exitosos” como por ejemplo China, Brasil, India y Sud Àfrica continúan teniendo una horrorosa distribución de la renta, salarios vergonzosos, baja cualidad de vida, desocupación etc.
Ya conocemos las respuestas estereotipadas a inquietudes como éstas: “el Capitalismo es un sistema que evoluciona por crisis cíclicas”, “los países que gastan más de lo que ganan y los Estados que derrochan más de lo que recaudan, acaban por quebrar”, “los gobiernos que administran mal caen, pero los países no desaparecen”, “las crisis, aunque siempre acaben en concentración financiera, siempre acaban por superarse”.
En el ínterin las personas y sus familias que habían elevado su estatus socio-económico lo pierden, multitudes siguen muriendo de hambre y de enfermedades evitables, el mundo no se decide a prevenir seriamente la catástrofe que amenaza al planeta y nuevas modalidades de guerra y de delincuencia castigan al mundo entero.
La especie humana decididamente es la mas original mezcla de inteligencia con estupidez que se conoce en etología, pero hay momentos y productos de esa idiotez que parecen más espectaculares que otros. La amenaza atómica y el neo-liberalismo parecen merecer el Oscar de imbecilidad por lo menos en lo que va de los últimos cincuenta años.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
LA AUTOGESTIÓN Y EL TIEMPO
Por Gregorio Baremblitt
Los “anticuados” recordaremos que cuando Marx define en “El Capital” la plus valía relativa y la absoluta, lo hace por relación al insumo de fuerza de trabajo medida en rendimiento por horas de trabajo y no pagada por el propietario de los medios de producción.
Ese es un tema apasionante, sobre todo cuando hay autores post modernos que de golpe se “acordaron” de conceptualizar que hay una diferencia entre fuerza de trabajo física e intelectual (a la que llaman. Erradamente, inmaterial). Digo “se acordaron”, porque Marx nunca dejó de apuntar esa diferencia y la distinción de régimen de trabajo y salario que implica etc.
Cuando se trata de implantar, o de sustentar, o de desarrollar emprendimientos auto-gestionarios, mediante una gestión democrática directa (consejos, asambleas etc.) entre las muchas objeciones que aparecen, están algunas que son más antiguas que el capitalismo. La más común es la de atribuir la bajas productividades a la “pérdida de tiempo“ de las “ interminables asambleas” y a la “obsesión por el consenso”. Cabe reconocer que eso a menudo ocurre y que por ésa y otras miles de causas, a menudo la comunidad auto-gestionaria no consigue competir con las corporaciones capitalistas o de Estado.
La explicación y la justificación de ésa diferencia, esa aparente “inferioridad” auto-gestionaria casi siempre de debe al “doble objetivo” del trabajo en régimen auto-gestionario. En la autogestión no se trata apenas de optimizar cuantitativa y cualitativamente los resultados del proceso de trabajo. Se trata de no separar jamás ése objetivo de la producción in loco de subjetivaciones democráticas, libertarias, solidarias, fraternas, justas. Si las mismas trabajan para generar productos que no sean mercaderías lo hacen también para criticar e inventar continuamente relaciones de trabajo, liderazgos, estrategias, remuneraciones, tomadas de decisiones, procedimientos, locales, instrumentos, niveles de rendimiento, descanso, diversión, seguridad, pesquiza y así por delante. ESA INSPIRACIÓN ES PÉRDIDA DE TIEMPO CUANDO EL TIEMPO EN JUEGO NO ES EL DEL TRABAJO PARA LA VIDA, SINO EL DE LA VIDA (NO SOLO PARA EL TRABAJO ALIENADO), SINO PARA EL PERFECCIONAMIENTO DE LA MUERTE EN EL TRABAJO. MÁS QUE REPRODUCCIÓN SIMPLE O AMPLIADA DEL CAPITAL, ES UN INVESTIMIENTO RACIONALIZADO EN LA MUERTE LABORAL.
Ese es un tema apasionante, sobre todo cuando hay autores post modernos que de golpe se “acordaron” de conceptualizar que hay una diferencia entre fuerza de trabajo física e intelectual (a la que llaman. Erradamente, inmaterial). Digo “se acordaron”, porque Marx nunca dejó de apuntar esa diferencia y la distinción de régimen de trabajo y salario que implica etc.
Cuando se trata de implantar, o de sustentar, o de desarrollar emprendimientos auto-gestionarios, mediante una gestión democrática directa (consejos, asambleas etc.) entre las muchas objeciones que aparecen, están algunas que son más antiguas que el capitalismo. La más común es la de atribuir la bajas productividades a la “pérdida de tiempo“ de las “ interminables asambleas” y a la “obsesión por el consenso”. Cabe reconocer que eso a menudo ocurre y que por ésa y otras miles de causas, a menudo la comunidad auto-gestionaria no consigue competir con las corporaciones capitalistas o de Estado.
La explicación y la justificación de ésa diferencia, esa aparente “inferioridad” auto-gestionaria casi siempre de debe al “doble objetivo” del trabajo en régimen auto-gestionario. En la autogestión no se trata apenas de optimizar cuantitativa y cualitativamente los resultados del proceso de trabajo. Se trata de no separar jamás ése objetivo de la producción in loco de subjetivaciones democráticas, libertarias, solidarias, fraternas, justas. Si las mismas trabajan para generar productos que no sean mercaderías lo hacen también para criticar e inventar continuamente relaciones de trabajo, liderazgos, estrategias, remuneraciones, tomadas de decisiones, procedimientos, locales, instrumentos, niveles de rendimiento, descanso, diversión, seguridad, pesquiza y así por delante. ESA INSPIRACIÓN ES PÉRDIDA DE TIEMPO CUANDO EL TIEMPO EN JUEGO NO ES EL DEL TRABAJO PARA LA VIDA, SINO EL DE LA VIDA (NO SOLO PARA EL TRABAJO ALIENADO), SINO PARA EL PERFECCIONAMIENTO DE LA MUERTE EN EL TRABAJO. MÁS QUE REPRODUCCIÓN SIMPLE O AMPLIADA DEL CAPITAL, ES UN INVESTIMIENTO RACIONALIZADO EN LA MUERTE LABORAL.
sexta-feira, 26 de março de 2010
Que Pasaría?
Por Gregorio Baremblitt
El conflicto palestino – israelí es uno de los problemas mas crueles, tristes e insolubles de medio oriente y, probablemente, del mundo actual.
El pueblo palestino quiere retornar a lo que era parte importante de su territorio, ocupado por Israel después de una guerra contra varios países árabes, que Israel no comenzó y que tuvo la “mala suerte” de ganar. Los palestinos se proponen fundar un Estado, cuya sede central estaría en un local de Jerusalén dominada por Israel, y en uno de de cuyos lugares los israelitas están edificando un templo. Israel es una nación, fundada por el Movimiento Sionista Mundial, concedida por la ONU en un protectorado del Reino Unido como reparación por el asesinato de seis millones de judíos por los nazis en la segunda guerra mundial y muchos más durante la Diáspora (resultante de la antigua expulsión de los hebreos de su país por el Imperio Romano). Al parecer, la ONU indemnizó a la comunidad palestina por la “concesión” de parte de sus dominios.
Israel es una nación, con su correspondiente Estado y con un gobierno elegido democráticamente en un pleito poli partidario, con sectores progresistas y otros conservadores y, en especial, religiosos. El pueblo palestino siempre fué un pueblo semi-nómada (que nunca tuvo un Estado), y que actualmente tiene un gobierno poco reconocido por su comunidad, la Autoridad Nacional Palestina, y también parcialmente dominado por dos movimientos guerrilleros de resistencia, “más o menos” terroristas: Al Fatah y el Hammas.
Poco tiempo después de su fundación, Israel fue atacada en repetidas oportunidades por alianzas entre los palestinos y otros países árabes dotados de fuerzas armadas muy numerosas. En casi todas las ocasiones, como ya adelantamos, en la llamada faja de Gaza y en la Cisjordania, Israel salió victorioso y amplió su territorio original invadiendo territorio palestino y árabe. Durante un lago período histórico e innumerables negociaciones, Israel firmo tratados de paz con Egipto, Arabia Saudita, Jordania y otros países árabes, pero con varios otros (Siria, Libia, Irak, Irán, Afganistán) la situación se mantuvo inestable o francamente hostil.
Años atrás, Israel permitía la entrada y salida, el libre tránsito, la permanencia y trabajo de los palestinos por “su” territorio. A medida en que Israel fue construyendo asentamientos colonizados en el ex territorio palestino y en que Hammas y Al Fatah reaccionaron con numerosos atentados suicidas y con disparos de mísiles dotados del alcance necesario como para estallar en algunas ciudades israelíes provocando víctimas, Israel impuso crecientes restricciones a los palestinos. Las organizaciones palestinas y sus aliados, a su vez contraatacaron con operaciones militares variadas, ocasionando numerosos muertos y heridos en ciudades israelíes frente a lo cual Israel construyó un muro que separaba las dos poblaciones y que controlaba rigurosamente el pasaje de entrada y salida de palestinos. Israel mantiene numerosos prisioneros palestinos de guerra y los derechos “concedidos” a los palestinos dentro del territorio israelí disminuyeron radicalmente así como la seguridad de militares o de civiles extranjeros, en territorio palestino, adquirió un alto grado de peligrosidad para ellos. En general se afirma que las retaliaciones israelíes son desproporcionadas, no obstante Israel afirma que sus agresiones a civiles palestinos son lamentables pero inevitables, en la medida en que las fuerzas terroristas palestinas no son un ejército regular y usan civiles como escudos y armas. Por su parte las fuerzas palestinas asumidamente no diferencian entre civiles y militares israelíes como objetivos de destrucción.
Es sabido que Israel es el principal aliado militar y comercial de los Estados Unidos de Norteamérica en Oriente Medio así como que es altamente probable que para buena parte de los países árabes y no árabes de la región los palestinos sean una especie de avanzada aliada de resistencia anti sionista, anti israelita y anti semita, explícita o no, contra occidente (dicho en un sentido muy amplio, porque países como Rusia, China, y Asia Menor) son contrarios a Israel. Esa enemistad, (también explícita o no) tiene mucho que ver con la alianza Israel - EEUU.
Los numerosos países de Oriente Medio que, manifiestamente o no, ayudan a los palestinos, lo hacen mucho más con armamentos que con alimentos, medicamentos, aceptación de inmigración palestina en sus territorios nacionales etc. Los palestinos, aplastados en el juego entre los bloques “amigos” y enemigos, son un pueblo pobrísimo, que padece privaciones atroces y que sobrevive hacinado en miserables campos de exilados, siendo imposible no hacer constar que eso acontece dentro un sub continente de “simpatizantes” de enorme extensión de tierras y riqueza petrolífera. Obviamente, lo que Israel es para los EEUU, los palestinos son para un complejo y oscuro bloque, sea de partidarios del pan arabismo o no. A ese bloque no le conviene ayudar a los palestinos de maneras que “solucionen” sus necesidades y corran peligro de entibiarse como eternos enemigos de Israel. Por otra parte, organizaciones terroristas como la liderada por Osana Bin Laden son fuertemente anti israelíes, y anti semitas y apoyan de diversas maneras a los terroristas palestinos.
Es de opinión general que Israel es ya una potencia atómica, es decir que posee los armamentos correspondientes a esa condición. Lo mismo ocurre, más manifiestamente, con Pakistán. Como se sabe, el presidente de Irán (país que parece estar procurando activamente la construcción de armas atómicas) ha declarado que los principios políticos de su país incluyen “apagar” el estado de Israel de la faz de la Tierra, en lo que coinciden con Al Fatah e innumerables movimientos en Medio Oriente.
Este más que sintético repaso del doloroso conflicto palestino-israelí, no es más que un marco para hacer una suposición bélico estratégica, que a su vez, es menos que el comienzo de una profunda reflexión acerca de que pasaría en Medio Oriente si Israel, Irán o cualquiera de las demás potencias, directa o indirectamente involucradas en la con-tienda…resolviese disparar una de las diferentes “bombas atómicas” contra uno de los dos principales adversarios del citado conflicto.
Como el presente escrito es una “ estocada” es decir apenas un “toque” que pretende más sorprender que analizar y mucho menos resolver las cuestiones que trata, me justifico por la respuesta a la vez simplista y enigmática a la pregunta anterior.
Que pasaría si un arma atómica fuese usada en esa guerra? La respuesta que creemos plausible es : NADA!… DECIDIDAMENTE NADA! “Nada” que no sea, por supuesto, el colosal pan-genocidio de habitantes que viven en ciudades hiper pobladas y próximas entre si. NADA, dicho en el sentido de un castigo atómico inmediato.
El argumento para justificar esta TERRIBLE HIPÓTESIS, se aplica a cualquier situación en que algún país o sector se viese tentado a iniciar un ataque atómico por las dementes o accidentales razones que sea.
La retaliación atómica, en un mundo falsamente globalizado en el cual las enemistades (sean uni-nacionales o entre bloques explícitos o no), se mantienen vigentes y constantemente renovadas, es casi seguramente inviable. Lo cual da lugar a una paradoja monstrusa. Digamos que sorprendentemente, en esta situación, (parafraseando el famoso proverbio “una golondrina no hace el verano…pero dos hacen un infierno”) el peligro de una pandemia atómica es mucho más probable de lo que se imagina. Y lo mismo vale para la suposición de una retaliación armada convencional mundial masiva coordenada contra el trasgresor…porque, seguramente: “Quien tiró una piedra…es porque tiene otras en el bolsillo”. O sea: en la situación expuesta, no pasaría nada porque puede pasar de todo. Y tal cosa vale más para un segundo ataque que para el primero.
Nadie como un poeta popular argentino, autor de letras de tango, Armando Discépolo ha acuñado el calificativo adecuado para el mundo actual:
-“El mundo si será una porquería…ya lo sé…”-
Obviamente no se trata de que el autor de éstas líneas recomiende, ni los ataques ni las retaliaciones atómicas, todo lo contrario (Que será lo contrario de eso?), apenas intenta mostrar que la corrida armamentista atómica basada en la superioridad explosiva no es solo un siniestro bluff , sino un doble bluff, que si no existe en el juego del poker, habría que inventarlo.
El conflicto palestino – israelí es uno de los problemas mas crueles, tristes e insolubles de medio oriente y, probablemente, del mundo actual.
El pueblo palestino quiere retornar a lo que era parte importante de su territorio, ocupado por Israel después de una guerra contra varios países árabes, que Israel no comenzó y que tuvo la “mala suerte” de ganar. Los palestinos se proponen fundar un Estado, cuya sede central estaría en un local de Jerusalén dominada por Israel, y en uno de de cuyos lugares los israelitas están edificando un templo. Israel es una nación, fundada por el Movimiento Sionista Mundial, concedida por la ONU en un protectorado del Reino Unido como reparación por el asesinato de seis millones de judíos por los nazis en la segunda guerra mundial y muchos más durante la Diáspora (resultante de la antigua expulsión de los hebreos de su país por el Imperio Romano). Al parecer, la ONU indemnizó a la comunidad palestina por la “concesión” de parte de sus dominios.
Israel es una nación, con su correspondiente Estado y con un gobierno elegido democráticamente en un pleito poli partidario, con sectores progresistas y otros conservadores y, en especial, religiosos. El pueblo palestino siempre fué un pueblo semi-nómada (que nunca tuvo un Estado), y que actualmente tiene un gobierno poco reconocido por su comunidad, la Autoridad Nacional Palestina, y también parcialmente dominado por dos movimientos guerrilleros de resistencia, “más o menos” terroristas: Al Fatah y el Hammas.
Poco tiempo después de su fundación, Israel fue atacada en repetidas oportunidades por alianzas entre los palestinos y otros países árabes dotados de fuerzas armadas muy numerosas. En casi todas las ocasiones, como ya adelantamos, en la llamada faja de Gaza y en la Cisjordania, Israel salió victorioso y amplió su territorio original invadiendo territorio palestino y árabe. Durante un lago período histórico e innumerables negociaciones, Israel firmo tratados de paz con Egipto, Arabia Saudita, Jordania y otros países árabes, pero con varios otros (Siria, Libia, Irak, Irán, Afganistán) la situación se mantuvo inestable o francamente hostil.
Años atrás, Israel permitía la entrada y salida, el libre tránsito, la permanencia y trabajo de los palestinos por “su” territorio. A medida en que Israel fue construyendo asentamientos colonizados en el ex territorio palestino y en que Hammas y Al Fatah reaccionaron con numerosos atentados suicidas y con disparos de mísiles dotados del alcance necesario como para estallar en algunas ciudades israelíes provocando víctimas, Israel impuso crecientes restricciones a los palestinos. Las organizaciones palestinas y sus aliados, a su vez contraatacaron con operaciones militares variadas, ocasionando numerosos muertos y heridos en ciudades israelíes frente a lo cual Israel construyó un muro que separaba las dos poblaciones y que controlaba rigurosamente el pasaje de entrada y salida de palestinos. Israel mantiene numerosos prisioneros palestinos de guerra y los derechos “concedidos” a los palestinos dentro del territorio israelí disminuyeron radicalmente así como la seguridad de militares o de civiles extranjeros, en territorio palestino, adquirió un alto grado de peligrosidad para ellos. En general se afirma que las retaliaciones israelíes son desproporcionadas, no obstante Israel afirma que sus agresiones a civiles palestinos son lamentables pero inevitables, en la medida en que las fuerzas terroristas palestinas no son un ejército regular y usan civiles como escudos y armas. Por su parte las fuerzas palestinas asumidamente no diferencian entre civiles y militares israelíes como objetivos de destrucción.
Es sabido que Israel es el principal aliado militar y comercial de los Estados Unidos de Norteamérica en Oriente Medio así como que es altamente probable que para buena parte de los países árabes y no árabes de la región los palestinos sean una especie de avanzada aliada de resistencia anti sionista, anti israelita y anti semita, explícita o no, contra occidente (dicho en un sentido muy amplio, porque países como Rusia, China, y Asia Menor) son contrarios a Israel. Esa enemistad, (también explícita o no) tiene mucho que ver con la alianza Israel - EEUU.
Los numerosos países de Oriente Medio que, manifiestamente o no, ayudan a los palestinos, lo hacen mucho más con armamentos que con alimentos, medicamentos, aceptación de inmigración palestina en sus territorios nacionales etc. Los palestinos, aplastados en el juego entre los bloques “amigos” y enemigos, son un pueblo pobrísimo, que padece privaciones atroces y que sobrevive hacinado en miserables campos de exilados, siendo imposible no hacer constar que eso acontece dentro un sub continente de “simpatizantes” de enorme extensión de tierras y riqueza petrolífera. Obviamente, lo que Israel es para los EEUU, los palestinos son para un complejo y oscuro bloque, sea de partidarios del pan arabismo o no. A ese bloque no le conviene ayudar a los palestinos de maneras que “solucionen” sus necesidades y corran peligro de entibiarse como eternos enemigos de Israel. Por otra parte, organizaciones terroristas como la liderada por Osana Bin Laden son fuertemente anti israelíes, y anti semitas y apoyan de diversas maneras a los terroristas palestinos.
Es de opinión general que Israel es ya una potencia atómica, es decir que posee los armamentos correspondientes a esa condición. Lo mismo ocurre, más manifiestamente, con Pakistán. Como se sabe, el presidente de Irán (país que parece estar procurando activamente la construcción de armas atómicas) ha declarado que los principios políticos de su país incluyen “apagar” el estado de Israel de la faz de la Tierra, en lo que coinciden con Al Fatah e innumerables movimientos en Medio Oriente.
Este más que sintético repaso del doloroso conflicto palestino-israelí, no es más que un marco para hacer una suposición bélico estratégica, que a su vez, es menos que el comienzo de una profunda reflexión acerca de que pasaría en Medio Oriente si Israel, Irán o cualquiera de las demás potencias, directa o indirectamente involucradas en la con-tienda…resolviese disparar una de las diferentes “bombas atómicas” contra uno de los dos principales adversarios del citado conflicto.
Como el presente escrito es una “ estocada” es decir apenas un “toque” que pretende más sorprender que analizar y mucho menos resolver las cuestiones que trata, me justifico por la respuesta a la vez simplista y enigmática a la pregunta anterior.
Que pasaría si un arma atómica fuese usada en esa guerra? La respuesta que creemos plausible es : NADA!… DECIDIDAMENTE NADA! “Nada” que no sea, por supuesto, el colosal pan-genocidio de habitantes que viven en ciudades hiper pobladas y próximas entre si. NADA, dicho en el sentido de un castigo atómico inmediato.
El argumento para justificar esta TERRIBLE HIPÓTESIS, se aplica a cualquier situación en que algún país o sector se viese tentado a iniciar un ataque atómico por las dementes o accidentales razones que sea.
La retaliación atómica, en un mundo falsamente globalizado en el cual las enemistades (sean uni-nacionales o entre bloques explícitos o no), se mantienen vigentes y constantemente renovadas, es casi seguramente inviable. Lo cual da lugar a una paradoja monstrusa. Digamos que sorprendentemente, en esta situación, (parafraseando el famoso proverbio “una golondrina no hace el verano…pero dos hacen un infierno”) el peligro de una pandemia atómica es mucho más probable de lo que se imagina. Y lo mismo vale para la suposición de una retaliación armada convencional mundial masiva coordenada contra el trasgresor…porque, seguramente: “Quien tiró una piedra…es porque tiene otras en el bolsillo”. O sea: en la situación expuesta, no pasaría nada porque puede pasar de todo. Y tal cosa vale más para un segundo ataque que para el primero.
Nadie como un poeta popular argentino, autor de letras de tango, Armando Discépolo ha acuñado el calificativo adecuado para el mundo actual:
-“El mundo si será una porquería…ya lo sé…”-
Obviamente no se trata de que el autor de éstas líneas recomiende, ni los ataques ni las retaliaciones atómicas, todo lo contrario (Que será lo contrario de eso?), apenas intenta mostrar que la corrida armamentista atómica basada en la superioridad explosiva no es solo un siniestro bluff , sino un doble bluff, que si no existe en el juego del poker, habría que inventarlo.
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